
Ocoordenador regional do Samu, médico Otávio Miguel Liston, ressalta que aimplantação de uma equipe dedicada ao atendimento da população indígena permitiu aproximar o serviço dos territórios e reduzir de maneira significativa o tempo necessário para a chegada do socorro

Samu Indígena completou o primeiro ano de funcionamento na Reserva Indígena de Dourados, alcançando a marca de 2.447 ocorrências atendidas. Foto: A. Frota
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Indígena completou no dia 9 de agosto o primeiro ano de funcionamento na Reserva Indígena de Dourados, alcançando a marca de 2.447 ocorrências atendidas e consolidando uma estratégia de ampliação do acesso da população indígena ao atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência. O coordenador regional do Samu, médico Otávio Miguel Liston, ressalta que a implantação de uma equipe dedicada ao atendimento da população indígena permitiu aproximar o serviço dos territórios e reduzir de maneira significativa o tempo necessário para a chegada do socorro.
Atualmente, o tempo-resposta dentro da Reserva Indígena de Dourados é de aproximadamente 6 minutos, proporcionando maior agilidade principalmente nas ocorrências em que cada minuto pode ser decisivo. “O tempo-resposta corresponde ao intervalo entre o acionamento da equipe e a chegada da viatura ao local da ocorrência”, explica Otávio Liston. “Em situações como parada cardiorrespiratória, acidentes graves, AVC, dificuldade respiratória e outras emergências, reduzir esse intervalo pode representar impacto direto na assistência e nas chances de recuperação do paciente”, completa o médico.
Ao longo do primeiro ano, o SAMU Indígena realizou uma média superior a 200 atendimentos por mês, demonstrando a importância da manutenção de uma estrutura de atendimento próxima às comunidades. O Samu Indígena otimizou o atendimento de emergência na Reserva Indígena de Dourados, que é habitada por cerca de 21 mil moradores das etnias guarani, bororó e terena. O projeto foi uma inovação em Saúde e a base do serviço está instalada em área anexa ao Hospital Indígena Porta da Esperança, na Aldeia Jaguapiru.
O primeiro Samu Indígena do Brasil é um projeto piloto Governo Federal, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde e pela Secretaria de Saúde Indígena, ambas do Ministério da Saúde, com acompanhamento do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Mato Grosso do Sul. A Secretaria Municipal de Saúde atua com contrapartida para instalação e manutenção da base, além da coordenação de todo atendimento através do Samu Regional.
O Samu Indígena atua em regime de plantão, com 14 profissionais, sendo técnicos de enfermagem, enfermeiros e motorista, em contato direto com o médico regulador. As equipes contam com proifissionais indígenas, o que proporciona familiaridade com as rotas e afinidade com particularidades das aldeias. Metade da equipe que compõe o Samu é formada por indígenas, que atuam também como tradutor nos casos em que o paciente tiver dificuldade para falar em português.
O serviço é integrado à Central de Regulação do Samu convencional e atende por meio do telefone 192. O atendimento tem os mesmos protocolos do Samu convencional. Após a avaliação inicial (anamnese), a equipe define o destino mais adequado para o paciente, que poderá ser o Hospital da Missão, a UPA ou hospitais da cidade, conforme a gravidade do caso.
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