
A tradicional Feira do Guará passou a integrar oficialmente o patrimônio cultural imaterial do Distrito Federal.O reconhecimento foi estabelecido pela Lei nº 7.900/2026, de autoria dodeputado distrital Ricardo Vale (PT),que reforça a importância histórica, econômica e cultural de um dos espaços mais emblemáticos de Brasília.
O título de Patrimônio Cultural Imaterial é destinado a bens e manifestações que representam a memória, os saberes, os costumes e as tradições de uma comunidade. Com a nova lei, a Feira do Guará passa a ter registrada sua contribuição para a formação da identidade cultural do DF, construída ao longo de mais de cinco décadas de atuação.
Na justificativa do projeto de lei, Ricardo Vale resgata a história da cidade do Guará, criada no final da década de 1960 para atender à demanda habitacional de trabalhadores e servidores públicos. A feira surgiu praticamente junto com a cidade, oferecendo oportunidade de trabalho para pessoas que comercializavam produtos em barracas improvisadas. Após funcionar em diferentes locais, consolidou-se no Centro Administrativo Vivencial e Esporte (Cave), ao lado da Administração Regional do Guará, tornando-se um ponto de referência para moradores de todo o Distrito Federal.
Inaugurada oficialmente em sua estrutura atual em 1983, a Feira do Guará expandiu suas atividades ao longo dos anos. Em 2010, ganhou uma nova ala com mais de 120 lojas, ampliando a variedade de produtos oferecidos e fortalecendo sua vocação comercial. Atualmente, o espaço reúne cerca de 650 estabelecimentos e garante sustento a cerca de 1.500 famílias.
Além do comércio popular, a feira é conhecida pela diversidade gastronômica, pelo artesanato, pelos produtos regionais e pelo ambiente de convivência que atrai moradores e visitantes. Para Ricardo Vale, a importância histórica e social do local justifica o reconhecimento oficial como patrimônio imaterial, preservando uma tradição que atravessa gerações e permanece como símbolo da cultura popular brasiliense.
“Foi uma grande vitória dos moradores do Guará e dos feirantes que há anos trabalham duro para servir bem a nossa população. A feira passa a ter proteção contra mudanças que podem descaracterizar seu espaço além de poder receber investimentos voltados à preservação, ao turismo e ao comércio local”, explica o deputado.
Bruno Sodré - Agência CLDF
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