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Tecpar e UEPG vão criar biobanco público de células-tronco

Foto: Reprodução/UEPG O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) estão próximos de estabelecer ...

29/06/2026 às 14h47
Por: Redação Fonte: UEPG
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Foto: Reprodução/UEPG
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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) estão próximos de estabelecer uma parceria inédita para a realização de um estudo clínico para a utilização de células-troco no tratamento de pacientes com fissura labiopalatina, conhecido como lábio leporino. Na última sexta-feira (26), na Reitoria no Campus Uvaranas da UEPG, uma reunião definiu os últimos detalhes antes da formalização da parceria e início das pesquisas.

“A UEPG está bem engajada e feliz na participação desse projeto. Temos um curso de Odontologia reconhecido nacional e internacionalmente, um excelente curso de Medicina. O potencial é muito grande de sucesso e estamos com pesquisadores envolvidos nesse processo que se inicia em breve”, destaca o reitor em exercício, professor Ivo Mottin Demiate. Segundo ele, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) foi quem procurou a Universidade para verificar se existiam condições técnicas, disponibilidade e estrutura para desenvolver esse estudo. “É uma grande satisfação para a UEPG em poder contribuir com o estudo na fase três de uma solução de saúde pública relevante e inovadora, já que envolve células-tronco”, completa.

O projeto será realizado com um aporte de R$ 17,5 milhões do Fundo Paraná, vinculado à Seti. O coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná, Michel Jorge Samara, destaca a importância de promover inovação com retorno para a sociedade. “Este projeto é um exemplo do compromisso do governo estadual com o fomento científico e tecnológico, especialmente em áreas estratégicas para a saúde pública. Ao fortalecer o ecossistema de pesquisa, os aportes do Fundo Paraná contribuem para que os avanços gerados estejam disponíveis para a população, consolidando o Estado como referência em ciência aplicada à qualidade de vida”, destaca.

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“Essa pesquisa desenvolvida nos HU-UEPG, tendo a referência do Hospital Universitário Materno-infantil (Humai), é uma janela de oportunidade para que as crianças e adolescentes fissurados possam se recuperar de maneira menos traumática, menos invasiva e de maneira mais sustentável, com o enxerto de células tronco”, afirma a diretora-geral dos HU-UEPG, professora Fabiana Postiglioni Mansani. Ela disse, ainda, que se trata de um protagonismo importante, pois será possível acolher crianças e seus familiares. “Todo o procedimento será feito de maneira segura, eficiente e oportunizando um futuro com qualidade de vida para esses pacientes”, finaliza.

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O objetivo da pesquisa é criar um biobanco público de células-tronco, constituído a partir da coleta de amostras biológicas de pacientes com fissura labiopalatina. Esse material será encaminhado para processamento em laboratórios especializados, onde será submetido a procedimentos de isolamento, caracterização celular e um rigoroso controle de qualidade. De acordo com o diretor industrial de Saúde do Tecpar, Iram de Rezende, caso o projeto seja aprovado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), permite o uso da bioengenharia de tecido ósseo, composto por células-tronco associadas a um biomaterial, para o tratamento de pacientes com fissuras labiopalatinas. “O Paraná já é um polo de destaque nas pesquisas de medicina regenerativa, e agora, por meio desta parceria com a UEPG para estabelecer um biobanco público de células-tronco, o Tecpar reforça o protagonismo do Estado. É um importante avanço científico em uma área extremamente promissora para a saúde pública, que é o tratamento com células-tronco”, afirma Rezende.

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A gerente do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde do Tecpar, Meila Bastos de Almeida, enfatiza que a pesquisa será realizada com extremo rigor ético e técnico em todas as etapas. A meta é coletar 500 amostras para constituição do biobanco, com garantia de qualidade, rastreabilidade e biossegurança.

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“O estudo será conduzido em ambiente hospitalar, sob responsabilidade da pesquisadora principal, Daniela Franco Bueno, parceira nesse projeto, e de equipe multiprofissional habilitada. Tudo de acordo com as normativas éticas e regulatórias aplicáveis à pesquisa com material biológico humano, e com as diretrizes de biossegurança e boas práticas laboratoriais”, explica Meila.

Após a reunião, a equipe da Tecpar foi conhecer a estrutura do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) onde, provavelmente, a pesquisa será desenvolida.

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Texto: Tierri Angeluci e João Pedro Schonarth/Tecpar / Fotos: Tierri Angeluci

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