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Dia Nacional do Diabetes: com aumento de 97% nos atendimentos, SP reforça importância do diagnóstico precoce da doença

Hábitos como sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada estão entre os principais fatores associados ao avanço da doença

26/06/2026 às 07h20
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Em 2026, de janeiro a abril, foram registrados 48.178 atendimentos ambulatoriais e 8.107 atendimentos hospitalares por diabetes
Em 2026, de janeiro a abril, foram registrados 48.178 atendimentos ambulatoriais e 8.107 atendimentos hospitalares por diabetes

No Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (26), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis para o controle da doença.

Em 2025, foram registrados 108.174 procedimentos clínicos na rede SUS ambulatorial relacionados à diabetes no estado, um aumento de aproximadamente 97% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 54.974 atendimentos. Em relação aos atendimentos hospitalares, foram registrados 26.426 Internações em 2025 e 23.611 em 2024, representando um aumento de 12% nas internações.

Em 2026, de janeiro a abril, foram registrados 48.178 atendimentos ambulatoriais e 8.107 atendimentos hospitalares por diabetes.

Estilo de vida explica crescimento dos casos

O aumento nos atendimentos por diabetes está associado principalmente a mudanças no estilo de vida da população. Entre os fatores que mais contribuem para esse cenário estão o aumento da obesidade, o sedentarismo, o envelhecimento populacional e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados.

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Segundo especialistas, os impactos da pandemia de Covid-19 também ajudaram a agravar o quadro, já que muitas pessoas reduziram a prática de atividades físicas e passaram a adotar hábitos alimentares menos saudáveis.

“O aumento dos casos de diabetes na população é impulsionado pelo rápido envelhecimento populacional, pelas altas taxas de obesidade e pelo sedentarismo. As mudanças nos hábitos alimentares, com maior consumo de alimentos ultraprocessados, e os impactos residuais da pandemia também agravam esse cenário”, explica Eduardo Canteiro Cruz, médico geriatra e diretor clínico do AME Idoso Sudeste.

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Impactos do diabetes não controlado

O diabetes não diagnosticado ou mal controlado pode causar complicações graves e progressivas. Entre as principais estão doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, insuficiência renal, perda de visão e neuropatias, que podem levar a amputações em decorrência da má cicatrização.

Prevenção ao longo da vida

Para o médico, as intervenções preventivas mais eficazes envolvem mudanças consistentes no estilo de vida em todas as idades.

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“Entre as medidas mais importantes estão alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, cuidado com o sono e acompanhamento médico periódico”, orienta o médico.

Ele destaca que a alimentação deve priorizar alimentos naturais e reduzir o consumo de ultraprocessados. “É fundamental dar preferência à comida de verdade, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras, além de evitar refrigerantes, doces e alimentos industrializados”, afirma o especialista.

Em relação à atividade física, recomenda-se a prática de pelo menos 150 minutos semanais para adultos e cerca de 60 minutos diários para crianças e adolescentes, além da redução do tempo de tela.

O controle do peso também é essencial, já que pequenas reduções, entre 5% e 10% do peso corporal, podem diminuir significativamente o risco de desenvolvimento do diabetes em pessoas vulneráveis.

Fortalecimento da Atenção Básica

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a porta de entrada para o atendimento no SUS, e responsáveis pelo diagnóstico e tratamento inicial aos pacientes com diabetes. Para o fortalecimento das ações na atenção básica, com base em indicadores de performance, como controle de diabetes, hipertensão e outras metas assistenciais, a SES-SP já repassou mais de R$ 1,5 bilhão aos 645 municípios paulistas por meio do IGM SUS Paulista, programa que transfere recursos financeiros aos municípios para fortalecer a atenção primária em saúde.

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