
O município de Santarém sediou, de 23 a 25 de junho, a Oficina Integrada de Arboviroses, promovida pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A iniciativa reuniu profissionais dos municípios que integram a área de abrangência do 9º Centro Regional de Saúde (9º CRS), com o objetivo de fortalecer as ações de vigilância, prevenção e enfrentamento das arboviroses na região.
A programação foi voltada à integração das áreas de entomologia, epidemiologia e controle vetorial, promovendo o alinhamento de estratégias para o combate a doenças como dengue, zika e chikungunya. As arboviroses são doenças virais transmitidas principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos, e representam um importante desafio para a saúde pública.
A equipe de coordenação da oficina foi composta pela Diretoria de Controle de Endemias (DCE/Sespa), Coordenação Estadual de Arboviroses, Coordenação Estadual de Entomologia, Coordenação de Ultra Baixo Volume (UBV), além de apoiador técnico do Ministério da Saúde e profissionais do 9º CRS.
A diretora de Controle de Endemias da Sespa, Adriana Tapajós, destacou que a realização da oficina representa um avanço significativo para a vigilância em saúde na região, ao proporcionar atualização técnica, troca de experiências e aperfeiçoamento das ações desenvolvidas pelos municípios.
“A integração entre os diferentes setores é fundamental para garantir respostas mais rápidas e eficientes diante do aumento de casos e do risco de surtos. A articulação entre as informações entomológicas e epidemiológicas permite que as ações de controle vetorial sejam planejadas de forma mais assertiva e eficaz”, ressaltou.
Durante os três dias de atividades, os participantes discutiram temas como monitoramento do vetor por meio de indicadores entomológicos, análise de dados epidemiológicos, estratificação de risco, planejamento de ações de campo e estratégias de mobilização social. A oficina também fortaleceu o trabalho em rede entre os municípios, estimulando a construção de planos de ação integrados e adaptados às realidades locais.
Segundo Adriana Tapajós, a qualificação permanente das equipes é uma ferramenta essencial para o enfrentamento das arboviroses, especialmente diante de fatores como as mudanças climáticas, a urbanização acelerada e a circulação simultânea de diferentes vírus.
“A Oficina Integrada de Arboviroses reafirma o compromisso da vigilância em saúde com a capacitação dos profissionais e o fortalecimento das ações de prevenção e controle, contribuindo para reduzir a transmissão dessas doenças e proteger a saúde da população dos municípios que integram o 9º Centro Regional de Saúde”, concluiu.
Texto: Ascom Sespa com informações da equipe de coordenação da oficina
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