
Com a Vila do Forró em pleno funcionamento na Orla da Atalaia desde o dia 29 de maio, comerciantes e ambulantes que atuam no local já comemoram o resultado das vendas e a oportunidade de reforçar o orçamento durante o ciclo junino. Promovida pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), a Vila é um dos ambientes de maior movimentação da economia criativa no estado, gerando trabalho direto e indireto para quem vive do comércio de rua, do artesanato e da gastronomia.
Ao longo de junho e julho, o espaço cenográfico montado na Orla da Atalaia recebe sergipanos e turistas em uma programação contínua, que movimenta pequenos negócios, amplia o consumo em lanchonetes, barracas e pontos de economia solidária e fortalece a atuação de trabalhadores que dependem da circulação de público para organizar contas, investir no próprio negócio e reforçar o orçamento familiar. Os empreendedores foram selecionados por meio de editais específicos, com rotatividade ao longo dos 60 dias para ampliar o número de contemplados.
Pipoqueira há 30 anos na Orla da Atalaia, Lucileide Helena da Silva acompanha a Vila do Forró desde a primeira edição e afirma que a programação ampliou as oportunidades de renda para quem trabalha como ambulante. “Eu trabalho todo ano, em todas as vilas, em todos os eventos. O Governo nunca deixou os ambulantes para trás. A gente percebe que não escolhe grande nem pequeno, quem vende muito ou pouco. Aqui todos entram, trabalham e têm sua renda para viver bem. Aqui foi onde eu consegui muita coisa: ajeitar minha casa, comprar outra casa no interior, ter um conforto bom, viajar, passear, dar conforto aos meus netos e ajudar meus filhos quando precisam. Ter um dinheirinho guardado é muito importante, e com a Vila eu consigo isso. É maravilhoso”, afirmou.
Ambulante há 25 anos, Rosineide Nascimento trabalha com churros há dois anos e participa da terceira edição da Vila do Forró. Ela também já atuou em outras programações promovidas pelo Governo de Sergipe, como a Vila do Natal, a Vila da Páscoa e a Vila da Criança, e afirma que o período traz um reforço importante ao orçamento familiar. “É muito gratificante, porque é uma renda boa que a gente conquista. Esse evento que o governo proporciona para a gente é maravilhoso. Tenho duas filhas e consigo dar a elas o que precisam por meio dessas vilas. Muita gente comenta que cada vila é um décimo terceiro, e é sim. As expectativas estão sendo alcançadas, estou feliz”, destacou.
A paraibana Cícera Adriana trabalha como ambulante há cinco anos e vende algodão-doce, pirulito, pipoca e outros produtos em diferentes pontos de Aracaju. Na Vila do Forró, ela atua desde a primeira edição e destaca a diferença no faturamento durante o período junino. “Todos os anos, desde o primeiro, estou em todas as vilas. É um lucro que, para mim, passa de 100%. No meu dia normal, trabalhando uma semana nos Laguinhos, atrás do Oceanário, às vezes não consigo faturar o que ganho em um dia aqui. Eu sou muito feliz, muito grata pela oportunidade que o Governo vem dando. Sou paraibana, mas moro aqui no estado e sou muito feliz por isso. É uma fonte de renda maravilhosa, está tudo lindo e bem organizado”, contou.
Na área dedicada à economia solidária, Valdeci Santa Conceição soma 37 anos de trabalho no período junino na Orla. Fora do ciclo junino, ela atua no Mosqueiro e na Orla Pôr do Sol, mas afirma que a concentração de público na Vila faz diferença nas vendas e no planejamento financeiro. “Nesse período do São João, as vendas melhoram para a gente. É muito bom trabalhar, ainda mais com esses 60 dias. Com a renda, consigo pagar minhas compras, mercadoria, dívidas, água e luz. Serve para tudo, até para comprar alguma coisa a mais que a gente merece ter, e com a Vila tudo isso é possível”, disse.
Ambulante há mais de 25 anos nas praias de Aracaju, Orlando Martins vende chapéus e óculos e, nos últimos dois anos, passou a atuar também na Vila do Forró. Para ele, o movimento turístico e a programação junina ajudam a compensar períodos de menor venda ao longo do ano. “Quando chegamos nessa época de festa junina, nos ajuda bastante porque a gente encontra turistas, as pessoas vêm à festa. Então a gente vende bem mais. Esse evento tem ajudado não só a mim, mas a muitas pessoas, muitos vendedores. Essa renda contribui para pagar minhas despesas e dívidas que tinha acumulado. Esse dinheiro vai servir para pagar aluguel e a parcela do carro. É muito proveitoso”, explicou.
Maior São João à beira-mar do país
O Arraiá do Povo e a Vila do Forró são uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), Banese Card e Ministério da Cultura, por intermédio da Lei Rouanet, com patrocínio da Eneva, Maratá, Celi, Rede Primavera, Iguá Sergipe, Deso, Pisolar, GBarbosa e Banco do Nordeste, com apoio da Energisa, Netiz, Sergas, Telequipe e Shopping Jardins.
















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