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Alagoas reduz analfabetismo em quase 30% e bate recorde histórico com foco na infância e expansão da EJA

Com menor taxa da série histórica (13,1%), Estado supera médias nacionais na alfabetização de base e resgata mais de 36 mil alunos através de progr...

20/06/2026 às 12h37
Por: Redação Fonte: Secom Alagoas
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Dados são relativos à pesquisa do PNAD e mostram avanços na taxa de alfabetização e resgate de escolarização de adultos - Alexandre Teixeira/Ascom Seduc
Dados são relativos à pesquisa do PNAD e mostram avanços na taxa de alfabetização e resgate de escolarização de adultos - Alexandre Teixeira/Ascom Seduc
Ascom Seduc

Os novos dados do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trazem um marco histórico para Alagoas: o estado alcançou a menor taxa de analfabetismo de toda a sua série histórica, registrando 13,1% entre a população de 15 anos ou mais.


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O número consolida uma redução de quase 30% no índice de analfabetismo comparado aos 18,3% registrados no início da série em 2016, conforme apontam os dados oficiais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual, do 2º trimestre, do IBGE. O ritmo de queda de Alagoas consolida um avanço acelerado na redução histórica do problema, demonstrando que as políticas locais de busca ativa estão encurtando a distância secular que separa o estado das médias do restante do país.


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Embora o índice atual ainda coloque Alagoas em uma posição desafiadora no ranking nacional — reflexo direto de uma herança social concentrada nas gerações mais velhas que historicamente não tiveram acesso à escola —, os indicadores comprovam que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) estancou a raiz do problema. O estado está "virando a chave" geracional ao blindar as crianças na idade certa e promover um resgate massivo da população adulta que foi outrora excluída da sala de aula.


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Os dados da PNAD Contínua revelam que o avanço mais expressivo de Alagoas ocorre na base da pirâmide educacional, superando inclusive as médias nacionais em indicadores cruciais. A taxa de escolarização em Alagoas atingiu 95,8%, superando a média nacional de 94,9%.


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O acesso à escola foi praticamente universalizado, atingindo a marca de 99,4%. Na faixa de 6 a 14 anos, 96,8% dos alunos alagoanos frequentam o Ensino Fundamental na etapa correta para a idade, número superior à média do Brasil (96,1%). O percentual de crianças matriculadas na etapa correta é de 94,7%, também acima do indicador do país (93,4%).


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Além disso, o tempo médio de estudo da população alagoana deu um salto significativo, subindo de 7,6 anos em 2016 para 9,1 anos, o que representa um ganho real de um ano e meio de escolaridade por cidadão.


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Para garantir essa base, o programa Creche Cria já entregou 86 unidades em todo o estado, totalmente mobiliadas e padronizadas, apenas na gestão do governador Paulo Dantas. As creches Cria atendem crianças de 6 meses a 5 anos de idade, com estrutura de ponta nas regiões mais vulneráveis.


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Programas resgatam mais de 36 mil alagoanos


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Para além do investimento na infância, a Seduc tem fortalecido de forma contínua as ações voltadas à Educação de Jovens e Adultos (EJA) para combater o analfabetismo remanescente.


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De acordo com Dirlene Monte, Gerente Especial de Fortalecimento da EJA na Seduc, os dados divulgados pelo IBGE evidenciam um desafio histórico que não se apaga do dia para a noite, pois reflete décadas de exclusão no passado, mas também chancelam a eficácia das políticas de inclusão que vêm sendo implementadas pelo Governo do Estado.


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Dirlene destaca o avanço recente na série do IBGE, lembrando que a taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais no estado recuou de 17,7% para os atuais 13,1%.


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"Não estamos olhando para rankings frios, estamos olhando para a velocidade da mudança: recuar de 17,7% para 13,1% em um curto espaço de tempo mostra que Alagoas encontrou o caminho definitivo para zerar essa conta com o passado. Esse resultado demonstra que os investimentos realizados na alfabetização e na ampliação das oportunidades educacionais já produzem impactos positivos, ainda que permaneçam desafios decorrentes de uma histórica exclusão educacional", pontua a gerente da Seduc.


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Atualmente, a Seduc mantém duas frentes principais de alfabetização e aceleração de escolaridade para o público adulto. O programa Brasil Alfabetizado (PBA) conta com mais de 1.140 turmas em funcionamento, alcançando cerca de 16 mil pessoas em processo de alfabetização em todas as regiões do estado.


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Além do programa Vem que Dá Tempo, focado no retorno de jovens e adultos que haviam abandonado os estudos, o programa conta hoje com 174 polos distribuídos por Alagoas para a elevação da escolaridade.


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Essa busca ativa resultou na expansão recorde de matrículas na rede estadual. Em 2025, a EJA alcançou a marca de mais de 20 mil estudantes matriculados em 165 escolas estaduais.


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"A superação do analfabetismo exige investimentos permanentes e estratégias específicas para atender aqueles que não tiveram acesso à escolarização na idade adequada", afirma Dirlene Monte.


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"Mais do que ampliar o acesso, promovemos avanços na qualidade por meio de um currículo específico, construído a partir das características, trajetórias e necessidades dos estudantes. Essa proposta valoriza os saberes adquiridos ao longo da vida e aproxima os conteúdos das experiências profissionais deles, tornando o processo educativo significativo e garantindo o sucesso escolar", finaliza a gerente.

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