
Atualização do Painel da Regularização Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, passou a refletir os resultados alcançados pelo Estado na análise do Cadastro Ambiental Rural. Paraná reúne 220,4 mil imóveis com análise concluída e sem passivos ambientais e concentra mais de um quarto dos cadastros finalizados em todo o Brasil.
Os resultados do trabalho de regularização ambiental rural desenvolvido pelo Governo do Paraná passaram a constar oficialmente na base nacional do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Dados atualizados do Painel da Regularização Ambiental , do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, mostram que o Estado contabiliza 220,4 mil imóveis rurais com análise concluída e sem passivos ambientais, o equivalente a 3,84 milhões de hectares regularizados.
Embora o Paraná já tivesse alcançado esse volume de cadastros homologados por meio do sistema estadual, os números agora passaram a constar na plataforma federal, permitindo que os resultados obtidos pelo Estado sejam refletidos oficialmente nos indicadores nacionais e comparados com os demais estados.
Ao todo, o Paraná possui 547,8 mil imóveis cadastrados no sistema nacional. Com isso, aproximadamente quatro em cada dez cadastros do Estado já aparecem como concluídos e em conformidade na base federal (40%), percentual significativamente superior à média brasileira (9,8%).
BRASIL- Em todo o País, o Painel registra 8,29 milhões de cadastros ambientais rurais, dos quais 816,2 mil tiveram análise concluída, abrangendo 52 milhões de hectares regularizados. Isso significa que o Paraná concentra aproximadamente 27% de todos os cadastros concluídos do Brasil, consolidando a liderança nacional na regularização ambiental rural.
Em comparação com os demais estados da Federação, o Paraná lidera o número de análises concluídas no País. O Estado soma 220,4 mil cadastros com análise finalizada e sem passivos ambientais, à frente de São Paulo, com 168,5 mil análises concluídas, do Espírito Santo, com 78,9 mil, e do Ceará, com 71,8 mil.
“Esse avanço é resultado de um esforço integrado que reuniu o poder público e o setor produtivo em torno de um objetivo comum, que é garantir segurança jurídica ao produtor e fortalecer uma política agrícola baseada na sustentabilidade e no respeito ao meio ambiente. O fato de esses dados agora estarem refletidos também na plataforma federal valida tecnicamente esse trabalho e dá ainda mais transparência aos resultados alcançados pelo Paraná”, afirmou o superintendente-geral de Ordenamento Territorial, Benno Doetzer.
Segundo ele, os números consolidados reforçam características históricas da produção rural paranaense. “A regularização ambiental permite comprovar oficialmente aquilo que o Paraná já vem construindo há décadas. Temos uma agricultura organizada, sustentável e que produz com responsabilidade ambiental. Os dados reconhecidos nacionalmente demonstram esse diferencial da agricultura paranaense”, acrescentou.
SISTEMA ESTADUAL- O avanço reflete o trabalho realizado pelo Estado com a implantação de um sistema próprio para análise e regularização ambiental rural, desenvolvido para operar de forma sincronizada com a base federal do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).
A integração permitiu acelerar as validações e garantir que os resultados produzidos no Paraná fossem incorporados ao painel nacional. Também merece destaque o trabalho para regulamentação da análise dos cadastros por meio de procedimento dinamizado ou automatizado.
“Os números do Paraná são bastante expressivos. São mais de 220 mil cadastros analisados e homologados, resultado de um grande esforço realizado com a nova metodologia de análise dinamizada. O CAR é uma prioridade para o Estado e o reforço das equipes permitiu dar mais agilidade ao processo, garantindo ao produtor maior rapidez na análise e ampliando o acesso a benefícios vinculados à regularização ambiental, como crédito e financiamentos”, afirmou o diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), José Volnei Bisognin.
Segundo ele, o avanço obtido até aqui permite que o Estado avance para novas etapas do processo. “Agora partimos para outros desafios, como o módulo de desmembramento e a implementação do Programa de Regularização Ambiental (PRA), voltado aos imóveis que ainda necessitam de complementações. O CAR estrutura toda a cadeia de regularização ambiental e contribui também para processos de certificação de cooperativas e empresas”, acrescentou.
A evolução registrada na plataforma federal demonstra a dimensão desse avanço. Em junho de 2025, o Paraná aparecia com 535,4 mil cadastros ambientais rurais, porém apenas 3,9 mil estavam concluídos, totalizando 123,5 mil hectares regularizados.
Em um ano, o Estado passou de menos de 4 mil para mais de 220 mil cadastros concluídos, crescimento superior a 5.500%, além de ampliar em mais de 31 vezes a área regularizada reconhecida oficialmente.
RESERVA LEGAL- Os dados também permitiram consolidar outro indicador relevante para a política ambiental paranaense. Com o avanço da análise dos cadastros, foi possível aferir oficialmente que o Paraná possui remanescente de vegetação nativa excedente, ou ativos ambientais, superior ao passivo de Reserva Legal estimado, resultado que demonstra a manutenção de áreas preservadas acima do percentual mínimo exigido pela legislação.
Em junho de 2026, o Estado registrou 725,4 mil hectares de vegetação nativa excedente, ou além da Reserva Legal obrigatória por Lei, quantidade acima dos 642,2 mil hectares estimados de passivos para recomposição.
COMPENSAÇÃO AMBIENTAL- Os dados também reforçam a necessidade de implementação de ferramentas que permitam, principalmente aos pequenos proprietários rurais, o acesso ao mercado de compensação ambiental, transformando a preservação das florestas nativas do Estado em mais uma fonte de renda ao agricultor.
Neste sentido, a Superintendência-Geral de Ordenamento Territorial (SOT), vinculada à Casa Civil, está desenvolvendo estudos de viabilidade para implantação de uma iniciativa público-privada que permita ampliar e facilitar o acesso a esse mercado, de forma ágil, simples e segura, tanto para os detentores de ativos ambientais quanto para aqueles que necessitam compensar passivos ambientais.
O trabalho acontece em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), o Instituto Água e Terra (IAT), a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) e Secretaria da Fazenda (Sefa).
“A iniciativa será fundamental para alcançar o objetivo final do programa, que é promover a regularização ambiental e produtiva da agropecuária paranaense, criando condições para transformar a preservação ambiental em oportunidade de geração de renda e desenvolvimento sustentável no campo”, finalizou Doetzer.
CAR– O Cadastro Ambiental Rural é um registro eletrônico obrigatório para imóveis rurais que reúne informações sobre áreas de preservação permanente, reserva legal, vegetação nativa e áreas consolidadas. O instrumento integra a política nacional de regularização ambiental e subsidia ações de monitoramento, controle e planejamento ambiental e econômico.
No Paraná, o processo é conduzido pelo Instituto Água e Terra (IAT), por meio da Central de Regularização Ambiental do SICAR-PR , estrutura responsável pela análise e validação dos cadastros ambientais rurais no Estado.
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