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Mulheres são maioria entre coaches de vôlei nos EUA

Elas ocupam 80% dos cargos de coach de vôlei no país, mas homens lideram os times profissionais.

30/05/2022 às 18h06
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino
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Polk Eagles
Polk Eagles

Usando um banco de dados de 30 milhões de perfis, o portal Zippia estima dados demográficos e estatísticas para profissionais de esportes nos Estados Unidos. Na pesquisa mais recente, a companhia estimou que existem mais de 65 mil treinadores de vôlei empregados no país. As mulheres são maioria no setor, com 80% das posições de coach. O resultado atual demonstra um crescimento considerável nos últimos anos. Em 2010, a mesma empresa constatou que as mulheres compunham 66% do número de coaches no vôlei norte-americano.

A pesquisa revelou também a idade média desses profissionais, 34 anos, e as etnias predominantes, sendo 67% de pessoas brancas, 13,6% latinos e 9,2% de pessoas negras. Em termos de remuneração, as treinadoras mulheres ganham 2% a menos que homens em mesma posição. O estudo visa identificar as condições de trabalho neste setor nos EUA, atual líder do vôlei feminino mundial, seguido pelo Brasil e pela China.

A mineira Dayanna Barbosa, de 29 anos, engrossa o grupo de treinadoras da América Latina no país. Desde 2019, ela atua como coach do time feminino Polk Eagles e é coordenadora geral do Top Select Volleyball Academy, ambos em Orlando, na Flórida. Segundo a brasileira, profissionais mulheres são valorizadas especialmente nas escolas e universidades americanas, setor que mais emprega e melhor remunera coaches mulheres no país, de acordo com a Zippia. “Os Estados Unidos também valorizam profissionais com vivências e idiomas diferentes porque entendem que isso ajuda a desenvolver atletas de elite”, afirma a ex-jogadora do clube Mackenzie, em Belo Horizonte.

As norte-americanas demonstraram excelência no vôlei feminino em 2021, conquistando a primeira medalha de ouro nas Olímpiadas de Tóquio, sob a direção do treinador californiano Karch Kiraly. Embora os homens sejam minoria na categoria, são eles ainda que lideram as posições de coach nos times profissionais. 

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De olho no futuro do esporte, os EUA acabam de anunciar a criação de uma nova liga profissional de vôlei feminino, a League One Volleyball (LOVB), que tem como presidente a executiva Mary Wittenberg, e conselho desportivo 100% composto de mulheres. O objetivo é desenvolver mais jogadoras e treinadoras no país, começando do nível juvenil à categoria olímpica. 

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