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Cardiopatias congênitas em debate no ‘Mais Saúde’

Diagnóstico precoce e acesso ao tratamento são fundamentais para garantir qualidade de vida aos pacientes, diz especialista

14/06/2026 às 12h36
Por: Redação Fonte: ALEMA
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Programa foi ao ar na manhã deste domingo (14)
Programa foi ao ar na manhã deste domingo (14)

As cardiopatias congênitas, alterações estruturais ou funcionais do coração que se desenvolvem ainda durante a gestação, afetam aproximadamente uma em cada 100 crianças nascidas vivas. O tema foi abordado pelo cirurgião cardíaco Vinícius Nina, durante entrevista ao programa ‘Mais Saúde’, exibido pela TV Assembleia, neste domingo (14) destacando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado para aumentar as chances de tratamento e cura.

Segundo o médico, as alterações cardíacas podem surgir a partir da oitava semana de gestação e, por isso, o acompanhamento pré-natal é essencial para identificar possíveis problemas ainda durante a vida intrauterina.

“Qualquer criança que nasce com alteração na estrutura ou na função do coração é considerada portadora de cardiopatia congênita. Hoje, o pré-natal permite identificar muitas dessas alterações ainda durante a gestação, possibilitando o planejamento do tratamento logo após o nascimento”, explicou.

Vinícius Nina ressaltou que exames como o ultrassom morfológico e o ecocardiograma fetal são fundamentais para detectar precocemente as malformações cardíacas. Em alguns casos, a criança pode necessitar de intervenção cirúrgica logo nos primeiros dias de vida.

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O especialista também esclareceu a diferença entre as cardiopatias congênitas e as doenças cardíacas adquiridas ao longo da vida. Enquanto as primeiras estão presentes desde o nascimento, as demais podem surgir devido a fatores como hábitos de vida inadequados, predisposição genética e envelhecimento.

Conscientização e diagnóstico

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O médico destacou ainda a importância do Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho. A data foi escolhida estrategicamente para coincidir com o Dia dos Namorados, utilizando o simbolismo do coração para ampliar a conscientização da população sobre a doença.

“É uma campanha que busca sensibilizar profissionais de saúde, pais e futuros pais sobre a importância do pré-natal e do diagnóstico precoce. Existe um apelo emocional muito forte e isso ajuda a levar informação para mais pessoas”, observou.

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Professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e integrante do Hospital Universitário da instituição, Vinícius Nina participou recentemente de um projeto inovador de telemonitoramento cirúrgico em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A iniciativa permite que equipes médicas de diferentes regiões do país realizem procedimentos de forma colaborativa, utilizando transmissão em tempo real de áudio e vídeo dentro das salas cirúrgicas.

“Nós operamos cerca de 50 crianças dentro desse projeto. A tecnologia permite que equipes experientes acompanhem e orientem procedimentos realizados em locais mais remotos, como se todos estivessem na mesma sala de cirurgia”, explicou.

De acordo com o cirurgião, o modelo já vem sendo adotado em estados como Amazonas, Minas Gerais e Paraíba, ampliando o acesso de crianças a tratamentos especializados.

Atendimento humanizado

Além dos desafios clínicos, o diagnóstico de uma cardiopatia congênita também exige acolhimento emocional das famílias. Para isso, o atendimento é realizado por equipes multidisciplinares formadas por médicos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

“Tudo o que envolve o coração gera muita ansiedade. Muitas vezes a criança precisa passar por mais de uma cirurgia e isso traz angústia para os pais. Por isso, buscamos esclarecer todas as dúvidas quantas vezes forem necessárias, sempre de forma humanizada”, destacou.

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