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Maternidade Nossa Senhora de Lourdes oferta serviço de transfusão sanguínea para mães e recém-nascidos

A Agência Transfusional da MNSL já realizou 746 procedimentos de transfusão em pacientes internados na unidade de janeiro a maio deste ano

12/06/2026 às 14h46
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Fotos: Ascom SES
Fotos: Ascom SES

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), instituição de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), dispõe de uma Agência Transfusional com 24h de funcionamento. O setor, ligado ao Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), é responsável pelas transfusões de sangue dos recém-nascidos e mães internadas na unidade.

A Agência Transfusional é um setor especializado dentro de um hospital, responsável por armazenar sangue e seus hemoderivados, realizar testes de compatibilidade e pré-transfusionais. Ela é responsável por receber as bolsas de hemocomponentes do Hemose, acondicionar e fracionar as quantidades necessárias para os bebês e mães que precisam.

A equipe especializada é formada por profissionais do Hemose e da MNSL. “A Agência Transfusional da MNSL segue rigorosos processos regidos por portarias de consolidações que orientam o funcionamento do serviço de hemoterapia, realizando desde o atendimento a solicitações de transfusões, como testes complementares envolvendo a imuno-hematologia que norteiam a equipe multidisciplinar às condutas técnicas e assistenciais dos pacientes”, destacou o responsável técnico da Agência Transfusional da maternidade, Paulo Celso Curvelo Junior. 

O biomédico da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) que presta serviços na Agência Transfusional da maternidade, Álvaro Henrique Silva Santos, disse que o setor recebe a solicitação médica, faz os testes pré-transfusionais, a reclassificação da bolsa e o fracionamento de acordo com o volume que o médico solicitou. “Depois de todo esse processo, liberamos o hemoderivado, entramos em contato com a ala que o recém-nascido (RN) ou a mãe está e acionamos a equipe de transfusão para levar até o paciente. Com uma bolsa que recebemos do Hemose, podemos atender, em média, quatro ou cinco RNs, dependendo da quantidade solicitada para cada”, disse. 

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De acordo com a biomédica da MNSL, Robéria de Lima Santos, o diferencial da Agência Transfusional da maternidade é que tem uma equipe formada por enfermeira e técnica de enfermagem responsável pela transfusão de sangue nos bebês em cada turno. “Nem todas as agências têm uma equipe de enfermagem exclusiva pela transfusão de hemoconcentrados, a maioria não tem, somente aqui e no Huse. Com uma equipe de enfermagem exclusiva o ato transfusional é mais agilizado, porque não vai depender da demanda do setor, assim que o sangue está pronto e o paciente está apto a receber, já é realizada a transfusão. Dependendo do quadro do paciente, a transfusão ocorre quase que de imediato”, informou.

Para Luíza Martinho de Santana Santos e John Alisson Santos Silva, moradores do Sobrado, em Nossa Senhora do Socorro, pai dos gêmeos Cecília e Ravi, que nasceram há 21 dias e estão internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), a transfusão de sangue salva vidas e a doação também. “Eu tive bolsa rota e fiquei nove dias internada na Ala Rosa para segurar a gestação, mas com 31 semanas, entrei em trabalho de parto e tive os meus bebês no dia 21 de maio, porém tive hemorragia, precisei tomar uma bolsa de sangue e os meus dois filhos também. É muito bom saber que tem um local aqui dentro da maternidade que tem sangue disponível para quando nós precisarmos”, disse Luíza.

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Emellyn Daiane Prazeres dos Santos, 18, conta que apresentou hipertensão gestacional e teve pré-eclâmpsia. Ela foi encaminhada para a MNSL e teve a filha Ester com 3.300 gramas. “Eu já estava com 40 semanas e quatro dias e meu parto foi realizado na última segunda-feira, 8. A minha filha nasceu bem, mas eu tive anemia e precisei de transfusão sanguínea, já tomei duas bolsas e meia. Achei incrível saber que tem uma agência de sangue aqui, pensei que precisava vir do Hemose, mas foi tudo muito rápido. O Governo está de parabéns por mais este serviço, porque aqui estou sendo bem tratada desde a alimentação, as medicações e até o sangue para eu não ficar fraca e conseguir amamentar a minha Ester”, elogiou.

Luiza Martinho e John Alisson | Fotos: Ascom SES
Luiza Martinho e John Alisson | Fotos: Ascom SES
O biomédico da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), Álvaro Henrique Silva Santos | Fotos: Ascom SES
O biomédico da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), Álvaro Henrique Silva Santos | Fotos: Ascom SES
Fotos: Ascom SES
Fotos: Ascom SES
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