
Nesta terça-feira, 2 de junho, o Paraná marca o Dia Estadual de Conscientização e Enfrentamento dos Transtornos Alimentares, instituído pela Lei Estadual nº 22.425/2025, de autoria do deputado estadual Cobra Repórter (PSD). A data coincide com o Dia Mundial de Ação contra os Transtornos Alimentares e chama atenção para a importância da informação, da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento adequado.
"A luta contra os transtornos alimentares precisa ser permanente, e essa lei cria um marco em nosso Estado para que possamos informar, acolher, conscientizar e salvar vidas. É um passo importante para dar visibilidade a um problema de saúde que muitas vezes é invisibilizado ou tratado com preconceito", destacou o deputado Cobra Repórter.
Os transtornos alimentares são considerados graves problemas de saúde mental e podem atingir pessoas de todas as idades, gêneros e classes sociais. Entre os mais conhecidos estão a anorexia nervosa, a bulimia, a compulsão alimentar, a ortorexia e a vigorexia.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que mais de 70 milhões de pessoas no mundo convivem com algum transtorno alimentar. No Brasil, estima-se que cerca de 11 milhões de pessoas — o equivalente a quase 5% da população — apresentem algum desses transtornos.
Especialistas alertam que os transtornos alimentares estão entre os problemas de saúde mental com as maiores taxas de mortalidade e que os casos têm aumentado, principalmente entre adolescentes e jovens. A anorexia e a bulimia estão entre os transtornos psiquiátricos com maior risco de complicações graves e de morte quando não tratados adequadamente.
Além disso, estudos indicam que a compulsão alimentar afeta aproximadamente 4,7% dos brasileiros, percentual superior à média global, o que demonstra a dimensão do problema e a necessidade de ampliar o debate sobre prevenção e tratamento.
Entre os objetivos da nova lei estão: promover ações educativas sobre tipos, causas, sintomas e tratamentos dos transtornos alimentares; alertar sobre os riscos à saúde física e mental; incentivar a busca por apoio profissional; combater o preconceito e a discriminação; além de valorizar a diversidade corporal e estimular hábitos saudáveis.
A legislação também prevê a articulação entre órgãos públicos, entidades privadas e a sociedade civil para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado dessas condições.
Para Cobra Repórter, a criação da data representa um importante instrumento de conscientização e acolhimento. "Precisamos ampliar o acesso à informação, incentivar o diagnóstico precoce e fortalecer as redes de apoio para que ninguém enfrente esse problema sozinho", concluiu.
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