
A Secretaria de Estado da Mulher (Semu) participou, nos dias 18 e 19 de maio, da Reunião do Colegiado de Gestoras Estaduais de Políticas para as Mulheres, realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O encontro reuniu a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e representantes de 18 estados brasileiros e do Distrito Federal para discutir e fortalecer a articulação nacional no enfrentamento à violência de gênero.
O estado de Alagoas marcou presença na reunião com a secretária Marília Albuquerque. Ela afirmou que o encontro é importante para fortalecer a rede de proteção e ampliar a integração entre os estados na construção de políticas públicas mais efetivas.
A proposta é garantir respostas mais rápidas e efetivas no acolhimento, na proteção das vítimas e na responsabilização dos agressores.
“Acredito na importância de fortalecer a articulação entre o governo federal e os estados para que as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres sejam mais integradas, efetivas e consigam chegar aos territórios com mais rapidez", afirmou a secretária.
Programação
Durante o evento, foram discutidos temas como as estratégias de prevenção ao feminicídio, os desafios enfrentados na defesa das mulheres, especialmente as que vivem em municípios menores, o acompanhamento das Medidas Protetivas de Urgência e a ampliação da atuação integrada entre estados e União.
Na reunião, a ministra apresentou dados sobre os desafios estruturais e a desigualdade de gênero: mulheres ganham 21% a menos que os homens, segundo o 4° Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego de 2025; e são mais vítimas de violência, com 4 femicídios por dia e 9 estupros por hora (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
Ela destacou a importância de acompanhar as ações pactuadas e afirmou que a consolidação dessas contribuições é fundamental para formular o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e estruturar o Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres.
Ao longo deste ano, outros encontros estão previstos para o acompanhamento da execução das ações conjuntas. “O diálogo construído em Brasília permite que as gestoras compartilhem as realidades de cada estado e, ao mesmo tempo, alinhem estratégias nacionais de prevenção ao feminicídio, da ampliação da rede de acolhimento, proteção às vítimas e da responsabilização dos agressores", finalizou Marília.
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