
Garantir segurança em um procedimento cirúrgico envolve processos bem definidos, integração entre equipes e práticas capazes de reduzir riscos. Com esse propósito, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), por meio da Gerência Executiva de Atenção Especializada (GEAE), realizou, nessa quarta-feira (20), o I Encontro das Coordenações dos Centros Cirúrgicos e Centrais de Material e Esterilização (CME) da Rede Estadual. O evento reuniu gestores, coordenadores e profissionais de saúde para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da segurança do paciente, à qualificação das equipes e à padronização das práticas assistenciais nos serviços cirúrgicos.
A programação também marcou o lançamento do “Manual de Boas Práticas Assistenciais no Centro Cirúrgico, Sala de Recuperação Pós-Anestésica e Central de Material e Esterilização da Rede Estadual de Saúde da Paraíba”, construído de forma colaborativa para orientar processos e fortalecer práticas seguras nas unidades hospitalares da rede. O material foi publicado pela Escola de Saúde Pública da Paraíba (ESP-PB), que atualmente também atua como editora científica, fortalecendo a produção e a divulgação de experiências, protocolos e práticas desenvolvidas na rede estadual de saúde.
De acordo com a secretária executiva de Gestão da Rede de Unidades de Saúde, Tália Sales, o fortalecimento dos centros cirúrgicos acompanha a expansão dos serviços na rede estadual e a ampliação do acesso aos procedimentos cirúrgicos na Paraíba. “A Paraíba vive hoje um crescimento expressivo nos centros cirúrgicos e tem se destacado pelos resultados alcançados. Esse manual foi construído a muitas mãos e surge para fortalecer padrões, orientar processos e compartilhar experiências que promovem melhorias na assistência”, afirmou.
Com o aumento do número de procedimentos realizados na rede estadual, impulsionado por estratégias como o Opera Paraíba, que já ultrapassou 223 mil cirurgias realizadas desde 2019, sendo mais de 80 mil apenas em 2024, cresce também a necessidade de aperfeiçoar fluxos, fortalecer protocolos e garantir mais segurança em todas as etapas do cuidado.
Entre os temas debatidos esteve a integração do cuidado perioperatório e a prevenção de eventos adversos, durante a mesa redonda “Além do Procedimento: Segurança Cirúrgica, Integração do Cuidado Perioperatório e Gestão de Eventos Adversos”, mediada pela gerente operacional de Atenção Especializada da SES, Laís Paiva, e pela chefe do Núcleo de Urgências e Emergências e referência em Centro Cirúrgico da Rede Estadual, Ana Cláudia Alves.
Durante a discussão, a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente da Agevisa, Poliana Estrela, explicou sobre fatores que podem aumentar riscos dentro do ambiente cirúrgico, especialmente aqueles relacionados à comunicação entre as equipes. “Muitas falhas não acontecem por falta de conhecimento técnico, mas por problemas simples de comunicação. O que parece óbvio para uma pessoa pode não ser para outra. E a pressa é inimiga da segurança do paciente”, ressaltou.
Além do conteúdo técnico, os participantes vivenciaram uma breve experiência imersiva voltada ao fortalecimento da empatia no cuidado. A atividade convidou os profissionais a refletirem sobre sentimentos frequentemente vivenciados por pacientes durante o período cirúrgico, reforçando a importância de uma assistência que considere não apenas protocolos e procedimentos, mas também acolhimento e cuidado humanizado.
As experiências exitosas apresentadas por unidades da rede estadual também integraram a programação, abordando temas como “Organização de Prontuários x Segurança do Paciente”, do Hospital Regional de Taperoá; “A relevância da implantação de indicadores de qualidade no Centro Cirúrgico”, do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena; e “Relato de experiência na implantação de indicadores de qualidade na Central de Material e Esterilização”, do Hospital Regional de Patos.
Representando o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Werllison Siqueira apresentou resultados relacionados ao monitoramento de indicadores de qualidade. A unidade realiza cerca de 870 procedimentos cirúrgicos por mês, entre cirurgias eletivas e de emergência, e alcançou 100% de adesão ao checklist cirúrgico no período analisado. “Checklist não é apenas marcar um X; é uma verificação comprometida, realizada com atenção para evitar eventos adversos”, explicou.
O encontro contou com a participação da diretora acadêmica da Escola de Saúde Pública da Paraíba (ESP-PB), Raiana Simões; e da diretora-geral do Hospital da Mulher Dona Creuza Pires, Marcela Tárcia, representando os diretores das unidades da rede estadual.
Ao reunir profissionais de diferentes unidades e regiões da Paraíba em um espaço de integração e troca de experiências, a iniciativa reforçou o compromisso da SES com a qualificação permanente das equipes e com o fortalecimento de práticas voltadas à segurança do paciente, contribuindo para uma assistência cada vez mais organizada, segura e humanizada na rede estadual de saúde.




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