
O desempenho recente do varejo gaúcho foi tema da nova rodada de lives do Diálogos Setoriais, que começou na terça-feira (19/5). A iniciativa promovida pelo governo do Estado, por meio da Receita Estadual, tem o objetivo de discutir indicadores setoriais, levantados a partir dos dados das notas fiscais eletrônicas, com representantes do setor privado.
O setor varejista acumulou R$ 23,4 bilhões em vendas em março deste ano, segundo levantamento da Secretaria da Fazenda (Sefaz) apresentado na live. O montante é o maior do ano e representa crescimento de 8,6% em relação ao mesmo mês de 2025. Na análise acumulada dos últimos 12 meses, a taxa de crescimento das comercializações foi de 2,2% na comparação com o período anterior.
Os indicadores apontam que, a partir de novembro do ano passado, o setor passou a apresentar maior estabilidade no ritmo de crescimento das vendas, com forte avanço registrado em março – o que pode sinalizar uma possível curva de alta.
Segmentos
No recorte por segmentos, também considerando o acumulado de 12 meses, o maior crescimento foi observado no setor de móveis, com alta de 17,4%, o que representa R$ 663 milhões a mais em vendas em comparação com o mesmo período anterior. Já o segmento químico, impulsionado especialmente pelas vendas de medicamentos, registrou elevação de 8,6% – incremento de R$ 1,6 bilhão nas comercializações.
“O setor de móveis foi muito demandado no período pós-enchentes, e esse crescimento continua bastante evidente nos indicadores. Já o varejo de medicamentos teve expansão de 8,8% nas vendas, puxando o desempenho positivo do segmento químico”, analisou o auditor-fiscal da Receita Estadual Michel Câmara, responsável pela apresentação dos dados na live.
Retomada
De acordo com a economista-chefe da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomercio-RS), Patrícia Palermo, o mês de março é marcado por uma retomada do consumo após os meses de janeiro e fevereiro, período em que as pessoas tendem a reduzir gastos devido à ausência de receitas extras – como o 13º salário –, além de precisar arcar com despesas típicas do início do ano – como IPVA, IPTU e faturas de cartão de crédito referentes às compras de dezembro.
“Quando chega março, costuma haver elevação das vendas. Mas o crescimento em comparação com o mesmo mês do ano passado é uma excelente notícia. Temos de considerar também que esse resultado já reflete os efeitos da desoneração do imposto de renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil, aumento do salário mínimo e o crédito consignado do trabalhador ganhando muita força”, avalia Patrícia.
As transmissões virtuais, realizadas pelo canal da Sefaz no YouTube, continuam nesta quarta-feira (20/5), com debate sobre o desempenho da indústria de metalurgia e do setor eletroeletrônico.
Datas e horários das lives
Texto: Rodrigo Azevedo/Ascom Sefaz
Edição: Secom
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