
Sessenta escolas estaduais participaram nesta sexta-feira (15) das provas da edição 2026 da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Ao todo, 6.597 estudantes da rede estadual foram inscritos na competição, que também conta com os lançamentos da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG).
Promovidas pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB), a OBA e a OBAFOG visam fomentar o interesse pela Astronomia, Astronáutica e ciências afins entre estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares de todo o Brasil. Participam das duas olimpíadas estudantes dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e privadas: em Alagoas, 51.320 estudantes de 321 escolas estiveram presentes nas duas competições.
Foguetes
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O lançamento de foguetes é um dos momentos mais esperados da OBA. Os estudantes se empenham para que foguetes de canudo, papel ou garrafa pet voem alto após serem impulsionados por ar comprimido e pela reação vinagre + bicarbonato de sódio.
Na Escola Estadual Professora Gilvana Ataíde Cavalcante Cabral, no bairro da Santa Lúcia, em Maceió, os alunos estavam determinados em fazer com que seus foguetes fossem longe. A unidade de ensino também comemorou o aumento no número de inscritos na prova teórica, que este ano quintuplicou, passando para 127 participantes. Na quinta-feira (14), a área externa da escola se transformou em uma base de lançamentos, onde a teoria da sala de aula ganhou os céus.
Alcance recorde
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Sob a supervisão do professor de Física, Ailton Cardozo, os alunos lançaram foguetes artesanais impulsionados pela reação química de vinagre e bicarbonato de sódio. E os resultados foram animadores. Para serem classificados, os protótipos precisam atingir a marca de 210 metros, mas a turma da Gilvana Ataíde foi além.
"O momento foi multidisciplinar. O foguete envolve artes na estrutura, matemática no ângulo de inclinação, além de física e química. Conseguimos obter uma média entre 220 e 230 metros", celebrou o professor Ailton.
Um dos alunos que comemorou o resultado do lançamento foi João Kaique Cordeiro, da 3ª série do ensino médio. A paixão pela astronomia, por sinal, é uma tradição na família. “Tenho um primo astrônomo que é colaborador da OBA e é o meu grande incentivador. Gosto muito de participar destas olimpíadas, a gente aprende bastante “, contou.
A professora de Matemática, Alcione Veiga, reforça que o projeto é a ferramenta ideal para quebrar a resistência que os alunos costumam ter com as disciplinas de Exatas.
"A Olimpíada mostra de forma lúdica que não tem bicho-papão. O aluno percebe que usa a matemática o dia todo. Além disso, incentivamos muito as meninas, já que ainda vemos poucas mulheres na área de Exatas. Ver esse resultado refletido no aumento de inscritos é uma realização", explicou a docente.
Inclusão
A jornada científica da escola também é marcada pela acessibilidade. O Atendimento Educacional Especializado (AEE) teve papel protagonista, com alunos com deficiência participando ativamente de todas as etapas. Guilherme Moura, de 14 anos, estudante autista e novato na escola, deu um show de conhecimento técnico ao descrever a construção do seu foguete.
"Construímos o foguete com garrafa PET e materiais reutilizáveis, como a ponta feita com tela de televisão. Usamos um balão de água para dar peso e garantir a aerodinâmica. No lançamento, a reação de bicarbonato e vinagre deu o impulso necessário", detalhou Guilherme, resumindo a experiência como "legal e divertida".
Para a professora de Educação Especial, Pâmela Tamires, essa interação é o coração do projeto. "Trabalhamos na perspectiva da educação inclusiva de forma transversal. Nossos estudantes com deficiência participaram em parceria com a sala regular. Trabalhar com o concreto, desde a confecção até a decoração, é uma metodologia ativa que valoriza o processo e a interação de todos", pontuou.
Prova
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Além dos lançamentos de foguetes, os estudantes responderam a provas objetivas com dez questões com conteúdos de astronomia e astronáutica. Na Escola Estadual Princesa Isabel, no Cepa, 62 estudantes participaram da prova. O professor de Física João Chakhrian enumera os benefícios que a prova traz para o aprendizado dos estudantes, permitindo aos mesmos assimilar vários conteúdos de forma lúdica e interdisciplinar.
“É uma prova importante porque possibilita aos alunos aprender mais ao longo da prova, que é interdisciplinar, reunindo conteúdos de astronomia, astronáutica e física. Uma prova muito atual para se abordar a ciência de forma contemporânea”, observou o educador.
Astronomia
Alagoas tem registrado crescimento na participação nas duas olimpíadas. Em 2025, o estado mobilizou quase 50 mil estudantes de 348 escolas públicas e privadas, um crescimento de 8% em comparação ao ano anterior.
A rede estadual colheu frutos expressivos no último ano, acumulando 133 medalhas (94 na OBA e 39 na OBAFOG), com destaque para 44 ouros. Vinte e duas escolas estaduais foram premiadas, provando a capilaridade do incentivo à ciência no estado.
Portas abertas para o futuro
Participar da OBA e da MOBFOG vai muito além de ganhar medalhas e certificados. Para os alunos do ensino médio, o bom desempenho pode garantir o ingresso direto no ensino superior.
Instituições renomadas como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Federal do Mato Grosso (UFMS) oferecem as chamadas "vagas olímpicas", onde o medalhista entra na universidade sem precisar passar pelo vestibular tradicional.
Além disso, os melhores lançadores de foguetes (níveis 3 ao 6) ganham o convite para a prestigiada Jornada de Foguetes em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. Em nível nacional, este ano serão distribuídas mais de 130 mil medalhas, mantendo o Brasil como um dos maiores participantes de competições de astronomia no mundo.
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