
Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga
O Memorial do Legislativo Maranhense Deputada Zuleide Bogéa, da Assembleia Legislativa do Maranhão, promoveu, na manhã desta sexta-feira (15), a palestra “O 13 de Maio no Maranhão e o fim da escravidão”. O encontro reuniu pesquisadores, estudantes, servidores e representantes da sociedade civil em um debate sobre os impactos históricos e sociais da abolição da escravidão no Brasil e, especialmente, no Maranhão.
A palestra foi ministrada pelo professor doutor Yuri Costa, docente da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), com mediação de Hiago Andrade. A proposta central do evento foi revisitar criticamente a narrativa histórica construída em torno do 13 de maio de 1888, questionando a ideia da Princesa Isabel como figura central e “redentora” da abolição.
Durante a palestra, o professor destacou que a data precisa ser compreendida para além da assinatura da Lei Áurea e deve servir como um momento de reflexão crítica sobre as consequências deixadas pela escravidão e pelo processo de pós-abolição no Brasil. “O 13 de Maio é uma data importante para reflexão. Ela foi historicamente construída como simbólica por conta da lei que formalmente extinguiu a escravidão. Mas, essa é uma data revisitada há décadas, sobretudo, pelo Movimento Negro e pelas instituições acadêmicas, porque entendemos cada vez mais o quanto a forma escolhida pelo Estado Imperial brasileiro foi irresponsável diante dos milhares de brasileiros e brasileiras escravizados naquele contexto”, afirmou Yuri Costa.
O palestrante ressaltou que os impactos da falta de políticas de reparação continuam presentes na sociedade brasileira atual. “É uma data para termos um posicionamento crítico sobre o contexto da abolição e sobre o pós-abolição, porque até hoje vivemos as consequências daquilo que foi construído, ou do que deixou de ser construído, em torno da abolição da escravidão no Brasil”, completou.
Resistência negra
Durante a exposição, o professor também enfatizou que o fim oficial da escravidão não pode ser entendido apenas como um ato humanitário da monarquia, mas como resultado da resistência negra, das pressões econômicas internacionais e das lutas travadas pelos próprios escravizados ao longo da história.
O debate abordou, ainda, o conceito de “abolição incompleta”, destacando que a liberdade concedida após a assinatura da Lei Áurea ocorreu sem políticas de inclusão social, reparação histórica ou garantia de direitos à população negra recém-liberta. Segundo os organizadores, essa falta de políticas públicas estruturantes contribuiu diretamente para a manutenção das desigualdades raciais e sociais que persistem no país.
Para a servidora da Assembleia Legislativa e funcionária do setor de Arquivo, Dóris Melo, a palestra trouxe reflexões importantes sobre memória e consciência histórica. “Foi um momento muito enriquecedor. A gente percebe como muitos aspectos da nossa sociedade atual ainda têm ligação direta com esse passado escravocrata. É importante que a Assembleia abra esse espaço de debate e reflexão, principalmente para que as pessoas compreendam melhor a nossa história e a necessidade de discutir igualdade racial”, destacou.
Papel do Maranhão
Outro ponto discutido foi o papel do Maranhão nesse contexto histórico. O estado possui uma das maiores populações afrodescendentes do Brasil e carrega marcas profundas deixadas pelo período escravocrata, refletidas até hoje em indicadores sociais, econômicos e raciais.
De acordo com a organização, o projeto tem como objetivos compreender a história da abolição no Maranhão oitocentista, analisar a organização política da sociedade maranhense no século XIX e ampliar o acesso à informação histórica por meio de debates públicos e educativos.
Cidades Acelera Divas reúne motociclistas no Cristo de Mário Cravo com apoio da Prefeitura
Cidades DS Academy conquista bicampeonato do Municipal com Edvaldo Flores lotado
São Paulo Economia comportamental é tema de palestras gratuitas do Procon-SP; confira programação
Geral Mega-Sena acumula para R$ 52 milhões; veja os números sorteados
São Paulo Dia Mundial do Turismo: cresce abertura de empresas ligadas ao setor no estado de São Paulo
São Paulo Vai e vem do tempo marca semana de calor e chuva em São Paulo
São Paulo Estações Corinthians-Itaquera e Suzano recebem ação de empregabilidade para jovens
São Paulo Mulheres em situação de violência podem buscar acolhimento sigiloso; saiba como acessar
São Paulo Dia Nacional do Doador de Órgãos: doação de pele pode ser essencial para pacientes com queimaduras graves Mín. 24° Máx. 26°