
Sistema telemétrico e vistorias nas comunidades do Baixo Madeira auxiliam ações preventivas e atendimento à população
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O trabalho é coordenado pela Defesa Civil Municipal, que utiliza sistemas nacionais de monitoramento, dados meteorológicos, estações telemétricas e equipes em campo para garantir respostas rápidas em caso de agravamento da cheia.
Para acompanhar a evolução do rio, o município utiliza como base técnica as informações disponibilizadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, plataformas que reúnem dados hidrológicos e imagens por satélite capazes de apontar o volume de chuvas nas cabeceiras e estimar os impactos no rio Madeira com antecedência de até cinco dias.
As informações são cruzadas diariamente com as leituras das réguas de medição e das estações telemétricas instaladas em pontos estratégicos da bacia, permitindo que a Defesa Civil tenha uma visão precisa da movimentação das águas desde as regiões rio acima até a chegada em Porto Velho.
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Entre os principais pontos de referência utilizados pelo município estão Fortaleza do Abunã, Abunã, Porto Velho, São Carlos e Papagaio, locais que servem como base para captação de dados e acompanhamento do avanço da cheia ao longo do curso do Madeira.
Segundo o superintendente municipal da Defesa Civil, Dr. Marcos Berti, o uso dessas ferramentas permite antecipar cenários e organizar a atuação das equipes com maior eficiência.
“Nosso monitoramento é feito diariamente por meio dos sistemas da ANA e do Censipam, que fornecem dados técnicos e previsões hidrológicas importantes sobre o comportamento das chuvas e da elevação do rio nos próximos dias. Essas informações, somadas às leituras dos nossos pontos de medição, permitem que a Defesa Civil trabalhe com antecedência e mantenha as equipes preparadas para qualquer necessidade”.
Além da análise técnica, agentes da Defesa Civil realizam vistorias permanentes em áreas consideradas sensíveis do município, observando possíveis pontos de transbordamento, processos erosivos, comprometimento de vias de acesso e impactos diretos em residências e propriedades rurais.

Diante do cenário hidrológico, a Prefeitura de Porto Velho decretou situação de emergência preventiva para manter mobilizada toda a estrutura de resposta do município e assegurar rapidez na execução de ações de socorro, logística e apoio social, caso ocorra repiquete nos próximos dias.
Segundo o prefeito Léo Moraes, o monitoramento constante é fundamental para que as decisões sejam tomadas com base em dados e com agilidade.“Estamos acompanhando diariamente cada variação do rio e utilizando todas as informações técnicas disponíveis para agir no momento certo. O objetivo é garantir proteção às famílias e reduzir os impactos nas regiões historicamente afetadas pelo período de cheia”.
A Defesa Civil orienta que moradores de áreas vulneráveis acompanhem os boletins oficiais emitidos pelo município e comuniquem imediatamente qualquer ocorrência de alagamento, erosão ou risco estrutural por meio do telefone 199 ou pelo WhatsApp (69) 98473-2112.
Texto:Jhon Silva
Edição:Secom
Fotos:José Carlos
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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