
Os municípios de Cerro Azul e Doutor Ulysses, ambos localizados no Vale do Ribeira, na Região Metropolitana de Curitiba, recebem nesta semana a Operação Big Citros, de combate ao Greening (Huanglongbing – HLB). A ação é realizada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), em parceria com as prefeituras das cidades e apoio institucional do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e da Secretária da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
A ação nestes municípios começou segunda-feira (4) e segue até sexta-feira (08). A operação é anual e será realizada, inicialmente, em propriedades rurais com cultivo de tangerina, ainda não fiscalizadas pela agência. Durante as visitas, os servidores compartilham diretamente com o produtor informações relacionadas à Portaria N.º 105/2026 , publicada em março deste ano.
Uma das medidas a serem tomadas é a de que todas as propriedades com produção comercial de citros (laranja, tangerina e limão) com ao menos 50 plantas, devem ser cadastradas na Adapar em até quatro meses.
O chefe do departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, agrônomo Paulo Roberto Brandão, explica a importância da operação para a citricultura paranaense. “O Vale do Ribeira é a principal região em produção de tangerinas no Estado, o avanço do HLB representa uma ameaça séria à sustentabilidade da produção. A Operação Big Citros tem como objetivo principal, reduzir a incidência do greening, através de orientação aos produtores, detecção e erradicação das plantas sintomáticas”, informa. “A data escolhida para a operação é estratégica, já que nas tangerinas os sintomas do HLB são mais fáceis de serem identificados nos frutos e, assim, detectar as plantas sintomáticas”, complementa.
A operação tem caráter de inspeção, educação e de controle. Os fiscais e assistentes de fiscalização da Adapar irão vistoriar os pomares em busca de plantas com sintomas da doença, compartilhar orientações sobre a identificação destes sinais nos pés de tangerina e disponibilizar ao fiscalizado um folder com informações sobre o HLB.
EXPANDIR O ALCANCE– Para o chefe da divisão de Sanidade da Citricultura da Adapar, Diego Juliani de Campos, o contato direto com os produtores é uma forma de expandir o alcance das ações da autarquia e contribui para que as ações de controle sejam continuadas mesmo após a operação. “O HLB é uma doença relativamente nova na região e como existem muitos produtores de tangerina no Vale do Ribeira, muitos deles ainda não tiveram muito contato com informações ou mesmo sabem quais são os sintomas exatos da doença”, explica.
“A Adapar está visitando propriedades ainda não fiscalizadas, o que é de suma importância porque o produtor tem esse primeiro contato com a doença, recebe as informações e pode levar isso para o campo. Acompanhamos o produtor nas propriedades, orientando sobre os sintomas e qual o melhor manejo, que nesse caso é a eliminação de plantas com doença”, avalia.
Além destas ações, a Adapar também estará atuando na notificação para erradicação de plantas com sintomas de HLB, prática de manejo muito importante para o combate à doença, que não tem cura. A erradicação das plantas é feita de acordo com a idade. Plantas de até oito ou com mais de 15 anos devem ser erradicadas de forma imediata; entre nove e 12 anos há um prazo de quatro anos para o controle e entre 13 e 15 anos, os pés devem ser erradicados em até três anos.
GREENING– O greening ou HLB é causado pela bactéria Candidatus Liberbacter spp e é a doença de maior importância para plantas cítricas no mundo por não ter cura e por diminuir de forma drástica a produtividade. A transmissão acontece por um inseto da espécie Diaphora citri, que serve de vetor ao se alimentar de plantas doentes.
Os pés de citrus infectados apresentam sintomas específicos, como a redução de tamanho dos frutos, sementes abortadas ou necrosadas, coloração esverdeada, queda prematura, suco amargo e com maior acidez, folhas ásperas e com nervuras mais grossas e queda das folhas afetadas.
PREVENÇÃO– Algumas formas de prevenção são essenciais para o combate específico à praga. A orientação da Adapar, alinhada com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é de que os produtores utilizem apenas mudas sadias adquiridas em viveiros registrados, eliminem as plantas contaminadas, controlem o psilídeo transmissor da doença, inspecionem com periodicidade suas plantas em busca de sintomas e sempre comunicar a Adapar ao identificar casos suspeitos em sua propriedade.
AÇÕES DA ADAPAR– A autarquia é responsável pela fiscalização dos pomares. Além disso, também atua em municípios que não tenham registro da ocorrência do Greening ficando responsável por levantamentos fitossanitários em imóveis com plantações de citros, comerciais ou não, e em viveiros e comércios de mudas.
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