
Sara ao lado da enfermeira Larisse Alves, que integrou a equipe responsável pela ação e pelo atendimento
Sara Miranda Bernardo, de 18 anos, chegou ao Hospital Geral de Fortaleza (HGF), equipamento da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), em trabalho de parto. Era seu primeiro filho, mas ela não sabia se esperava um menino ou uma menina.
Natural de Manaus, a jovem mora há pouco tempo na capital cearense. O medo, conhecido por toda mãe de primeira viagem, a acompanhou no momento da internação. “Ela estava vivendo muita coisa ao mesmo tempo. Primeiro filho, dor, medo, ansiedade… e ainda tinha essa expectativa de não saber o sexo do bebê e aquilio chamou nossa atenção”, conta a enfermeira Larisse Alves.
A partir dessa percepção, a equipe multiprofissional decidiu organizar, ali mesmo, um espécie de “chá revelação”, estratégia usada por algumas famílias para descobrir, junto aos familiares e amigos, o sexo do bebê. A ação foi pensada de forma rápida e adaptada, com os recursos disponíveis e a sensibilidade dos profissionais que estavam no plantão, com o objetivo de tornar o momento mais leve para Sara.
“A gente entendeu que dava para ir além do cuidado técnico, sem sair dele. Montamos um quadro simples de votação para tentar adivinhar o sexo do bebê. Contamos, também, com a participação do pai do bebê. Enquanto aguardávamos a hora do parto, surgiam palpites e risadas”, lembrou a profissional.
O ambiente, ainda clínico, ganhou outra camada. Sara lembra do movimento das profissionais e da presença constante. “Foi um gesto muito bonito da parte do hospital. As enfermeiras perguntavam o tempo todo se eu estava bem, ficavam ali transmitindo calma. Eu não me senti sozinha em nenhum momento”, disse Sara, sorrindo.

Noah Miranda nasceu às 21h50 do último sábado (25), com 2,060 kg, no Hospital Geral de Fortaleza. Mãe e bebê já receberam alta e passam bem
Além da descoberta do sexo do bebê, o que ficou para Sara foi a sensação de acolhimento. “Se eu pudesse dizer algo, seria agradecer. A todas elas”, reforçou. Para outras mulheres que vão passar pela mesma experiência, ela não romantiza: o medo existe, mas pondera. “Dá medo, sim. Mas com a equipe certa, isso diminui”, contou.
Para a enfermeira Larisse, o episódio não foge da essência da profissão, pelo contrário, a reafirma. “A gente não está só acompanhando parâmetros. A gente está lidando com histórias que estão começando. E como elas começam importa muito”, finalizou.
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