
Desde julho de 2023, o cardápio de proteínas da alimentação escolar nas unidades da rede pública estadual de ensino de Sergipe vem sendo ampliado com a inclusão do camarão, por meio do Programa Filé de Camarão na Alimentação Escolar. Gerenciado pelo Departamento de Alimentação Escolar da Secretaria de Estado da Educação (Seed), o programa contempla os 144 centros de excelência que ofertam ensino médio em tempo integral, beneficiando mais de 25 mil estudantes da rede pública estadual.
A iniciativa do Governo do Estado, por intermédio da Seed, tem como principais objetivos diversificar a alimentação dos estudantes, fortalecer a segurança alimentar e incentivar a produção da agricultura familiar, valorizando produtos regionais. O camarão passou a integrar o cardápio após testes de aceitabilidade realizados com os alunos, garantindo a aprovação antes da implementação definitiva.
A proteína é ofertada, em média, a cada 15 dias nas refeições escolares, contribuindo para uma alimentação mais nutritiva e balanceada. Em 2026, já foram investidos R$1.500.000,00 na aquisição de 20.500 quilos de camarão, reforçando o compromisso do Estado com a qualidade da merenda escolar.
A diretora do Departamento de Alimentação Escolar (DAE), Lucileide Rodrigues, explica que o fornecimento é realizado por meio de chamadas públicas, priorizando produtores da agricultura familiar, incluindo o produtor individual. “Além de enriquecer o cardápio dos estudantes, o programa também promove a integração entre educação, desenvolvimento regional e sustentabilidade, consolidando a merenda escolar como uma política pública estratégica para o bem-estar e o desempenho dos alunos sergipanos”.
Opção e diversidade de cardápio
No Centro de Excelência Leandro Maciel, em Aracaju, o crustáceo é servido ensopado ou consumido refogado com batata. Quando o relógio pontua às 11h30, os estudantes já começam a fazer a fila para não perder o denominado 'cardápio diferenciado'. O filé de camarão é o complemento do cardápio do mês e é enriquecido com legumes, verduras e, por vezes, leite de coco. “O filé de camarão é um alimento bem nutritivo e agrada bastante ao paladar dos alunos. Claro que alguns têm alergia, mas, nesses casos, nós preparamos uma segunda opção de proteína, garantindo que todos sejam atendidos. Aqui, o prato que eles mais gostam é o filé de camarão com batata, chuchu e molho de coco. Só tenho a dizer que o governo está no caminho certo, porque a iniciativa tem sido muito positiva”, ressalta a merendeira Iracilda dos Santos.
A diretora da unidade de ensino, Carla Surama Santos, contextualiza a oferta de camarão como um avanço significativo na qualidade da alimentação oferecida aos estudantes. “Além de ser uma proteína rica em nutrientes, valoriza a produção local e contribui para uma alimentação mais diversificada, saudável e alinhada à nossa realidade regional”, ressalta.
Para garantir a segurança alimentar de todos os estudantes, as unidades escolares também adotam protocolos específicos para casos de restrições alimentares. Alunos com alergia ao camarão são previamente identificados por meio de informações repassadas pelos pais ou responsáveis e, nesses casos, recebem substituições adequadas no cardápio, assegurando uma alimentação segura e equilibrada.
Para os alunos que se beneficiam da oferta do camarão, a diversificação do cardápio favorece a melhoria da qualidade nutricional e é uma forma de fugir do consumo de carnes vermelhas.
O estudante Pedro Henrique, 18 anos, do 3º ano do ensino médio, se diz satisfeito com a alimentação escolar ofertada. “Eu acho muito bom o Programa Filé de Camarão, porque foi uma iniciativa importante do governo para as escolas. A comida é muito boa, saudável e faz bem para a gente. Eu gostei muito dessa novidade de incluir o camarão no cardápio, ainda mais porque tudo é preparado com muito carinho. É um programa que eu aprovo bastante”, ressalta o aluno.
Já a aluna Bruna Gabrielle, de 17 anos, do 2º ano do ensino médio, a iniciativa do Governo do Estado é positiva. “O filé de camarão é uma proposta muito boa e nutritiva para a alimentação escolar. Apesar de alguns alunos terem alergia, a escola oferece outras opções de proteínas, como o frango, garantindo que todos possam se alimentar bem”, afirma.
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