
Primeira praça de Rondônia revela história e identidade da capital

Imagine o ano de 1915. Porto Velho era um canteiro de obras e sonhos, pulsando ao ritmo da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Foi nesse cenário que nasceu a Praça Jonathas Pedrosa. Apenas um ano após a criação oficial do município, ela já estava ali, desenhada para ser o coração social da cidade.
“As pessoas literalmente marcavam de ir pra praça. Era o ‘point’ da época. Os pais levavam os filhos, os casais namoravam sob o olhar atento das famílias, e os políticos discutiam o futuro ali. Era o grande ponto de convivência da sociedade porto-velhense”, explica o historiador Célio Leandro.
A primogênita do Estado

Sua criação não foi por acaso, mas parte do plano do Major Guapindaia, primeiro superintendente (cargo equivalente a prefeito) do município. Ele entendeu que, para Porto Velho ser, de fato, uma cidade, precisava de um espaço público de lazer e civismo.
“Porto Velho surge em 1914 e, já no ano seguinte, se concretiza esse espaço. Isso demonstra que houve um pensamento urbanístico focado na convivência humana desde os primeiros passos da cidade”, destaca Célio Leandro.
Uma homenagem do outro lado do rio
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Jonathas de Freitas Pedrosa não era rondoniense; ele era o governador do Amazonas na época e a figura central na assinatura do decreto que emancipou o município de Porto Velho, em 1914. A praça nasceu, portanto, como uma homenagem ao homem que validou a certidão de nascimento da cidade.
Um tempo de coretos e saudações

Ao olharmos para registros antigos da praça, como a imagem que ilustra esta matéria, ou ao imaginarmos sua configuração original, com um coreto no centro, percebemos o quanto ela era vibrante. Para o historiador Célio Leandro, a praça representa uma conexão com um modo de vida que se transformou.
“Hoje a gente não vê mais as praças como antigamente, o ritmo da cidade é outro. Mas existe um saudosismo muito grande. Quando eu olho pra esse espaço, eu lembro exatamente desse tempo de convivência, dos encontros, de um tempo em que a cidade conversava olho no olho”.
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O prefeito Léo Moraes destacou a importância do espaço para a cidade. “Estamos preservando um patrimônio histórico e devolvendo à população um espaço de convivência, que faz parte da identidade de Porto Velho”.
Ao caminhar por suas calçadas reformadas, pisa-se na mesma terra onde os fundadores de Porto Velho sonharam a cidade. Ela segue ali: viva, presente e acessível, guardando a essência do que fomos e do que somos.
Texto:Helen Paiva
Edição:Secom
Foto atual:José Carlos
Foto acervo:Célio Leandro
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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