
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), promoverá uma capacitação sobre vigilância e manejo clínico do vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV), dividida em duas turmas, nos dias 22 e 29 de abril. O curso é direcionado a profissionais de saúde da rede pública de Sergipe e tem como objetivo ampliar o debate sobre esse retrovírus humano oncogênico causador de doença infecciosa e ainda pouco abordado. As inscrições seguem abertas até a próxima segunda-feira, 20.
A capacitação oferta 150 vagas destinadas a profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, gestores de hospitais e maternidades, e todos aqueles que prestam assistência às pessoas vivendo com HTLV. Além disso, o evento tem como um dos principais temas o rastreio do vírus durante a gestação para prevenção da transmissão vertical ou por meio do aleitamento materno. Os profissionais podem realizar a inscrição pelos links: https://forms.gle/KBpZBN3ffJbh2HgZ7 (para participar da primeira turma no dia 22 de abril) e https://forms.gle/6uyoGsVnMbJKAMpd8 (para participar da segunda turma no dia 29 de abril).
O HTLV pertence à mesma família do HIV (vírus da imunodeficiência humana), vírus da Aids, e também é um tipo de infecção sexualmente transmissível (IST). Existem quatro tipos desse vírus, sendo o HTLV-1 e o HTLV-2 os principais. Ele foi descoberto na década de 1980, mas ainda é pouco conhecido por grande parte da população e dos próprios profissionais da saúde, o que motivou a realização da capacitação. A maioria das pessoas infectadas são assintomáticas, mas, em alguns casos, o HTLV pode causar câncer e doenças inflamatórias crônicas, como a leucemia, além de doenças neuroinflamatórias crônicas e hematológicas.
A referência técnica em HTLV da SES, Zênia Santos, destacou que um dos principais objetivos dessa capacitação é tirar o HTLV da invisibilidade. “Ouvimos falar muito sobre o HIV, mas o HTLV existe desde a década de 80 e, mesmo assim, nem todo profissional de saúde tem conhecimento sobre ele. Em Sergipe, temos cerca de 100 pessoas vivendo com o HTLV e, neste público, estão gestantes e outros adultos. Então, precisamos capacitar os médicos e outros profissionais da saúde para que eles possam dar uma maior assistência a esse público. Além disso, vamos reforçar o cuidado na gestação e a necessidade de realizar o exame de triagem para detecção do vírus no pré-natal. Caso o exame dê positivo, existe uma conduta médica específica para cuidar da gestante e do bebê, visando evitar a transmissão”, ressaltou.


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