
Foto: Divulgação Ascom/SES/SC
O Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade (PRMFC) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) completou 10 anos de atuação neste mês de março. Nesse período, a iniciativa formou mais de 200 profissionais, contribuindo para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) em Santa Catarina e para a qualificação de profissionais comprometidos com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Mais do que formar especialistas, a residência contribui para a formação de profissionais comprometidos com o vínculo, a escuta ativa e a realidade das comunidades em que atuam. Os residentes que passam por aqui levam consigo não apenas conhecimentos técnicos, mas também uma compreensão ampla do processo saúde-doença, pautada no trabalho em equipe e na atenção centrada nas pessoas”, ressaltou a diretora da Escola de Saúde Pública (ESPSC), Aline Daiane Schlindwein.
O curso, oferecido pela SES, conta com um espaço de aprendizado em serviço. Os participantes desenvolvem competências clínicas, humanas e comunitárias essenciais para o cuidado integral das pessoas, famílias e territórios, considerando o contexto e a singularidade de cada indivíduo. O médico de família e comunidade aprende a responder às demandas assistenciais em todas as fases da vida, promovendo a integração nos sistemas de saúde e o uso eficiente e humanizado dos recursos disponíveis.
“Oferecemos a oportunidade de formação padrão-ouro para especialização médica. O programa é de âmbito estadual, com cenários de prática distribuídos em diversas regiões de saúde, nos municípios que têm médicos especialistas para exercerem a função de preceptoria direta, chamada de preceptoria ombro-a-ombro. Os processos avaliativos formativos são dialógicos e críticos-reflexivos, valorizam as ideias de cada envolvido, e seguem uma direção de melhoria contínua do programa”, explicou a coordenadora da Comissão de Residência Médica da ESPSC, Aparecida de Cássia Rabetti.
Estruturada em dois anos de duração, a residência combina atividades práticas, teóricas e ensino a distância, priorizando a formação baseada em competências e alinhada aos princípios do SUS e da Estratégia Saúde da Família. A maior parte da formação ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde os residentes realizam atendimentos, visitas domiciliares, atividades coletivas e ações de gestão do cuidado. Além disso, participam de estágios em outros níveis de atenção e períodos de imersão em áreas estratégicas, com discussões de casos e avaliações contínuas. Atualmente, 28 municípios funcionam como território de prática.
“A residência em Medicina de Família e Comunidade foi um divisor de águas na minha trajetória. Ela ampliou minha capacidade de raciocínio clínico, minha resolutividade na atenção primária e consolidou uma visão centrada na pessoa e no contexto em que ela vive. Aprendi a lidar melhor com a complexidade, a incerteza e a coordenação do cuidado dentro do sistema de saúde. Isso me tornou uma médica mais segura, humana e preparada para oferecer um atendimento integral e longitudinal aos pacientes”, afirmou a médica residente da primeira turma, Viviane França Dezem.
Os 10 anos do PRMFC refletem o empenho coletivo de preceptores, tutores, gestores, equipes de saúde e residentes, que constroem diariamente um ambiente de formação, cuidado e inovação na Atenção Primária. Celebrar a marca é reconhecer o caminho percorrido, os desafios superados e renovar o compromisso com a formação de especialistas em Medicina de Família e Comunidade, profissionais essenciais para tornar o sistema de saúde mais resolutivo, humano e próximo da população.
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Victória Lopes
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