
Na família Moura, o atletismo passa de geração pra geração. Tânia e Nélio foram atletas e hoje são treinadores consagrados. Larissa, a filha do casal, é técnica desde os 22 anos. A missão agora é conduzir o pequeno Noah, de apenas 1 ano e 8 meses, para o mesmo caminho.
A matriarca Tânia é uma referência no atletismo feminino brasileiro. Depois de aposentada, tornou-se técnica, sendo uma das primeiras mulheres a ocupar a função no país. Ela esteve à frente de seleções nacionais em cinco Olimpíadas e ajudou a lapidar atletas do gabarito de Maurren Maggi, campeã olímpica no salto em distância em Pequim-2008. Desde os anos 2000 é coordenadora técnica do Centro de Excelência de São Bernardo do Campo, equipamento mantido pela Secretaria de Esportes do Estado de SP.
“Acho que, de alguma maneira, posso me considerar uma pioneira pelo fato de ter conseguido trabalhar com técnica em todos os grandes torneios internacionais. Sou a única treinadora no Brasil a ter medalhas mundiais e olímpicas em todas as categorias, do sub-18 ao adulto. Fico muito feliz em ver tantas mulheres trabalhando hoje em dia no atletismo”, diz Tânia.
O talento nas pistas foi passado por osmose para a filha, Larissa. Mas a pupila não quis alargar a carreira nos 100 metros com barreiras. Em 2016, ela se formou em Educação Física e iniciou a transição para o cargo de treinadora. Quis o destino que ela compusesse a comissão técnica do Centro de Excelência com sua mãe.
“Me formei e comecei a assumir o posto de auxiliar, principalmente quando meus pais estavam viajando com a seleção. A transição de carreira foi bem suave”, afirma Larissa, que realiza todos os dias o sonho de trabalhar em parceria com a sua maior incentivadora. “Trabalhar ao lado da minha mãe é um sonho. Ela é a minha maior referência, dentro e fora das pistas. É sempre a ela que recorro quando preciso de um conselho profissional.”
O legado dos Moura ainda deve durar mais alguns anos. Noah, filho de Larissa, é figurinha carimbada nos treinos da mãe e da avó. Ele aproveita a pista livre para ensaiar arrancadas e arremessos.
“O Noah já caminha pela pista e interage com os atletas. Ele até imita arremessos e lançamentos. Mas o mais importante é ele ter múltiplas experiências esportivas para depois escolher uma modalidade”, explica Tânia.
A dois anos de mais uma Olimpíada, Tânia redobra os esforços para cravar o maior número possível de atletas do Centro de Excelência em Los Angeles. “Um dos grandes objetivos que tenho é desenvolver um futuro medalhista olímpico.”
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