
A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB), por meio da Penitenciária Feminina Maria Júlia Maranhão, em João Pessoa, promoveu na tarde desta quinta-feira (26) a palestra "Habilidades Socioemocionais e Saúde Mental no Ambiente de Trabalho".
Em uma iniciativa voltada à valorização do servidor e à saúde pública, o evento, uma parceria estratégica entre a Coordenação de Atenção Biopsicossocial dos Servidores Penitenciários da Paraíba CAB-SEAP/PB, a direção da unidade prisional e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), reuniu policiais penais para um momento de reflexão e troca de experiências.
O secretário da Administração Penitenciária, João Alves, destaca que a temática levada aos servidores da Penitenciária Júlia Maranhão é de suma importância: "Cuidamos do bem estar dos reeducandos e não menos necessário é o cuidado, a atenção especial com nossos servidores. Policiais penais desenvolvem missões essenciais para que o sistema penal funcione com segurança e disciplina, portanto, sua saúde mental e a saúde física, somam resultados positivos para todos: sociedade, servidores e reeducandos", pontuou o secretário.
Teoria e prática no Sistema Prisional
Pela primeira vez em uma unidade prisional, as especialistas Mírian Carla Lima Carvalho e Edisângela de Fátima Cruz de Souza, ambas doutorandas em Psicologia Social, mediaram o debate. Para as palestrantes, o encontro permitiu confrontar o embasamento teórico da academia com os desafios singulares enfrentados pelos profissionais da segurança.
De acordo com Mírian Carvalho, o ponto crucial para o desenvolvimento do profissional no sistema prisional é o binômio autoconhecimento e gerenciamento de emoções. "O autoconhecimento é um processo contínuo que se inicia no nascimento. Precisamos nos conhecer para lidar com nossas emoções e conviver de forma saudável, mantendo a saúde mental. É preciso identificar os cuidados necessários e o momento exato de aplicá-los", afirmou.
Desafios pós-pandemia e estigmas
A psicóloga Edisângela de Fátima destacou que, embora o mundo exterior apresente complexidades, o contexto prisional é único. Sua abordagem focou nos impactos diretos do trabalho na saúde mental do servidor, tema que ganhou relevância global após a pandemia, mas que, segundo ela, ainda sofre com a negligência e o estigma.
"A palestra serve como um ponto de partida. Ela não transforma o contexto sozinha, mas funciona como um estímulo para que o indivíduo identifique sinais de alerta, como estresse ou angústia, e tenha a iniciativa de buscar ajuda para si ou para os colegas", pontuou Edisângela.
Cuidado como questão de saúde pública
O evento também contou com o apoio da Assistente Social Cizia Romeu (representando o Conselho da Comunidade). Na ocasião, ela ressaltou: "O foco principal é a saúde mental dos servidores. 'É uma questão de saúde pública que exige cuidado, atenção, acompanhamento e monitoramento constante'. Essa colaboração entre o sistema penitenciário e a universidade é fundamental para elevar a qualidade de vida de quem atua na ponta do sistema", destacou Cizia.
Estratégias de autocuidado
Durante a interação, as especialistas também abordaram o cotidiano da própria profissão. Como psicólogas que lidam diariamente com a carga emocional alheia, elas reforçaram que a terapia e as técnicas de "descompressão" são ferramentas essenciais de trabalho, e não apenas de tratamento. A mensagem final foi clara: para cuidar do outro, o profissional precisa, primeiramente, estar fortalecido em seu próprio equilíbrio emocional.
Um encontro essencial
"Dentro da programação do 'Mês da Mulher', realizamos hoje um encontro essencial sobre 'Saúde Mental'. Após levarmos palestras motivacionais às reeducandas, chegou o momento de voltarmos o olhar para as nossas policiais penais e colaboradoras de diversas unidades. Recebemos duas especialistas da UFPB para uma conversa enriquecedora sobre equilíbrio e saúde emocional no sistema prisional, reforçando que a valorização profissional passa, obrigatoriamente, pelo bem-estar mental", enfatizou Tatiana Pimentel.
"Este encontro é mais um marco em nossas realizações de março. Embora o mês esteja chegando ao fim, nossas ações continuam com eventos programados até o último dia", pontuou a diretora.
Para selar o evento, foi servido um coffee break preparado especialmente pelas reeducandas da unidade Júlia Maranhão. O cuidado, a atenção e a gentileza no preparo de cada item servido reafirmam o compromisso com a dignidade e a reintegração social, encerrando o encontro com uma demonstração prática de sensibilidade e dedicação.
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Ascom/Seap-PB
Texto e fotos: Josy Gomes Murta
Edição e atualização: Josélio Carneiro











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