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Fenômeno natural: IMA/AL esclarece sobre migração do Rio Jacarecica

Órgão destaca a preservação do manguezal e a união de esforços para mitigar impactos

26/03/2026 às 16h42
Por: Redação Fonte: Secom Alagoas
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Com imagens de geoprocessamento, IMA faz levantamento sobre o processo de migração do Rio Jacarecica - Ascom IMA
Com imagens de geoprocessamento, IMA faz levantamento sobre o processo de migração do Rio Jacarecica - Ascom IMA
Kamilla Abely / Ascom IMA

O comportamento da foz do Rio Jacarecica, localizado em Maceió, vem preocupando moradores da região. A partir de imagens de geoprocessamento, o Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) averiguou o caso e realizou um levantamento sobre o processo de migração do rio, constatado como fenômeno natural.


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De acordo com a equipe técnica do órgão, a migração da foz é influenciada por vários fatores como a influência da chuva que aumenta a vazão do rio e as dinâmicas oceânicas como ondas, marés e marés de tempestade. Além disso, há um fenômeno chamado deriva litorânea que consiste na movimentação de areia e sedimentos ao longo da costa pela ação das ondas, ocasionando essa migração da foz. “O IMA tem feito monitoramento dessas alterações sazonais da foz do rio.


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Ao longo das últimas décadas, observamos que o rio migra muito, tanto para Norte como para Sul. Isso porque é uma região de instabilidade muito grande e a foz, geralmente, não é um ponto fixo. Nós já tivemos, em períodos mais recentes, migrações a 800 metros para Norte e, atualmente, ela se encontra a 350 metros para Sul”, destacou o coordenador de Gerenciamento Costeiro do IMA, Ricardo César.


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O fenômeno pode ser observado em outras fozes como o Rio Sauaçuhy, em Maceió, que sofreu migrações significativas, migrando quase 1,5 quilômetro no sentido norte, de forma paralela à praia. Urbanização e planejamento

O especialista explica que o processo de urbanização na área não interfere diretamente no fenômeno. No entanto, com a previsão de continuidade, a migração pode comprometer as estruturas públicas e privadas existentes, demandando um planejamento de ocupação, com atenção para a faixa Norte.


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“Para mitigar esses impactos, é fundamental a preservação do ecossistema manguezal. Também com a migração, é possível que haja um colapso dessas estruturas e a consequente contaminação da parte costeira a partir dessas ruínas”, alertou Ricardo. Para conter processos erosivos, marinhos e fluviais, a Prefeitura de Maceió realizou uma obra de contenção de erosão no lado norte. A construção passou pelo licenciamento do IMA/AL, autorizada a partir de estudos da dinâmica costeira e da dinâmica fluvial.


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“O IMA tem uma equipe multidisciplinar de vários setores da gerência de licenciamento, gerência de laboratório, geoprocessamento e gerenciamento costeiro que fazem o monitoramento com as suas especificidades e geram documentos que podem subsidiar, principalmente ao município de Maceió, ações de planejamento para uma ocupação sustentável das margens”, disse o coordenador.


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Contaminação da água


A poluição do rio Jacarecica foi outro aspecto levantado pela população. Por se tratar de um rio urbano, o Rio Jacarecica nasce no bairro Benedito Bentes, na parte alta da capital Maceió, e atravessa mais de 12 quilômetros de área urbana. O Laboratório de Estudos Ambientais do IMA/AL vem acompanhando a queda da qualidade da água do rio nos últimos anos.


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“As ocupações urbanas construídas de forma desordenada às margens do rio podem gerar o lançamento clandestino de esgoto, além da própria drenagem da área urbana que transporta resíduos e acaba caindo no Jacarecica. Isso tem afetado muito a qualidade do rio que caiu muito nos últimos anos”, destacou Ricardo César.


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O órgão ressalta a necessidade de uma política pública municipal para garantir o ordenamento das ocupações e criação de projetos de coleta dos esgotos. O IMA/AL tem monitorado a qualidade da água da foz e divulgado relatórios semanais para a sociedade em relação à balneabilidade da praia.


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