
Agência Assembleia / Foto: Wesley Ramos
O combate às arboviroses como dengue, zika e Chikungunya, precisa ser contínuo e depende diretamente do engajamento da população. O alerta foi reforçado pelo enfermeiro e coordenador de Vigilância das Doenças Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES), Diego Costa Vieira, durante entrevista exibida nesta terça-feira (24) no programa Café com Notícias. O programa foi apresentado pela jornalista Márcia Carvalho.
Logo no início da conversa, o especialista destacou que, apesar do aumento dos casos no período chuvoso, o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti deve acontecer durante todo o ano. Segundo ele, a educação ainda é a principal ferramenta nesse processo. “A gente precisa entender que o combate é diário. Não é só quando a doença aparece”, pontuou.
Um dos dados que mais chama atenção, segundo Diego, é que cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das próprias residências. Vasos de plantas, caixas d’água destampadas, calhas e recipientes que acumulam água são os principais focos. Ainda assim, o coordenador ressaltou que muitos moradores subestimam o problema, acreditando que a doença não vai atingir sua família ou sua vizinhança.
Outro desafio enfrentado pelas equipes de saúde é a resistência de parte da população em receber os agentes de endemias. Para garantir segurança, o profissional orienta que os moradores verifiquem a identificação dos agentes, que utilizam fardamento e coletes padronizados, e, em caso de dúvida, procurem a unidade de saúde mais próxima para confirmar a atuação na área.
Febre do Oropouche
Durante a entrevista, Diego também chamou atenção para o aumento de outras doenças virais, como a febre do Oropouche, que já registra casos no Maranhão. Ele explicou que os sintomas das arboviroses incluem febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos e forte cansaço. Um ponto crítico ocorre entre o terceiro e o quinto dia da doença, quando a febre pode diminuir, mas aumentam os riscos de complicações, como desidratação e comprometimento de órgãos.
O especialista ainda fez um alerta sobre a chamada “virose da mosca”, comum no período chuvoso. Diferente das arboviroses, essa infecção é causada por enterovírus e está associada à ingestão de água ou alimentos contaminados, apresentando sintomas como náuseas, vômitos e diarreia.
Como parte das estratégias de enfrentamento, o Governo do Estado mantém campanhas permanentes de conscientização. O slogan atual “E eu tô é tu perder para esse mosquito”, busca mobilizar a população. Alguns municípios maranhenses já estão em situação de alerta, entre eles Loreto, Chapadinha, cidades da região de Pinheiro, além de Zé Doca, Junco do Maranhão e Governador Nunes Freire.
Vacinação
A vacinação também integra as ações de controle. A vacina Qdenga está sendo aplicada, neste momento, em adolescentes de 10 a 14 anos. Já a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan começou a ser incorporada, inicialmente voltada para profissionais da atenção primária, como agentes de saúde e de endemias, com previsão de ampliação gradual para a população em geral até 59 anos.
Ao final da entrevista, Diego Costa Vieira destacou o papel das crianças no processo de conscientização. Por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), alunos recebem orientações e ajudam a disseminar informações dentro de casa, fortalecendo o combate ao mosquito.
A mensagem final reforça que o enfrentamento às arboviroses não depende apenas do poder público, mas de uma ação coletiva. “Cada um precisa fazer a sua parte. É dentro de casa que começa a prevenção”, concluiu.
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