
A Secretaria Estadual de Defesa Civil do Piauí tem reforçado sua atuação junto aos municípios afetados pelas chuvas, oferecendo suporte técnico, social e institucional para reduzir os impactos e agilizar o atendimento às populações atingidas. Até o momento, não há registro de estado de calamidade pública, mas 24 municípios já decretaram situação de emergência. Segundo o último boletim divulgado no dia 19, cerca de 30 famílias estão desabrigadas em todo o Estado.
De acordo com a Defesa Civil, equipes formadas por assistentes sociais e engenheiros são enviadas às cidades sempre que necessário, com o objetivo de orientar as gestões locais diante de cenários mais críticos. O trabalho inclui desde o mapeamento de áreas de risco até o acompanhamento de famílias que precisam ser retiradas de suas casas devido a desmoronamentos ou risco estrutural.

“Quando o município enfrenta dificuldades, seja no mapeamento das áreas de risco ou na retirada de pessoas atingidas pelas chuvas, nós fazemos visitas técnicas e damos esse suporte direto”, destaca Indira Bezerra, da Diretoria de Resposta da Defesa Civil.
Além da atuação em campo, o órgão também tem papel fundamental na articulação para acesso a recursos federais. A Defesa Civil orienta os municípios na elaboração de relatórios detalhados sobre os danos causados pelas chuvas, incluindo registros fotográficos e levantamento de prejuízos. Esse material é inserido no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, etapa essencial para o reconhecimento federal da situação de emergência e para a liberação de recursos.
Atualmente, dez municípios piauienses já obtiveram reconhecimento federal por conta das chuvas: Riacho Frio, Corrente, Monte Alegre do Piauí, Coronel José Dias, Eliseu Martins, Cristino Castro, Brejo do Piauí, Gilbués, Bom Jesus e Parnaguá.
Os efeitos das chuvas têm sido mais intensos em pelo menos seis municípios, com registro de alagamentos em Corrente, Simões, Redenção do Gurguéia, Piripiri, São Lourenço e Campo Maior. Entre os principais impactos estão perdas de plantações agrícolas, danos e rompimentos de pontes, comprometimento de estradas vicinais, alagamentos em áreas urbanas e rurais, além de prejuízos estruturais em residências e equipamentos públicos.
A Defesa Civil segue monitorando a situação e reforça que o trabalho integrado com os municípios é essencial para garantir respostas mais rápidas e eficazes diante dos eventos climáticos, minimizando prejuízos e assegurando assistência às populações afetadas.
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