
Médicas de diferentes gerações, que realizaram residência médica no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo, com 46 anos de diferença, compartilham suas experiências na área. Rina Dalva Giorgi, de 73 anos, concluiu o curso de reumatologia em 1979, e Isadora Borba, de 24 anos, começou os estudos de otorrinolaringologia em 2025. As principais diferenças entre as vivências são a aceitação e o apoio à maternidade e, um ponto comum é a cobrança de preferência à família. Confira os relatos das médicas abaixo.
Rina Dalva Giorgi fez a carreira no Iamspe e atualmente é diretora do Serviço de Reumatologia do Instituto. Cursou a residência médica quando prevalecia a concepção de que a mulher deveria se dedicar exclusivamente à família e à maternidade, sem independência financeira.
“A minha geração veio com a ideia de fazer uma mudança social e romper com as diretrizes da época. Foi preciso, por muitas vezes, deixar os filhos e a família de lado. Era melhor dizer que o pneu furou ao invés de explicar um atraso devido à febre de um filho. Poderia ser visto como fraqueza ou falta de compromisso com o trabalho”, comenta a reumatologista.
Além da profissão, o desempenho do papel social de irmã, amiga, namorada e esposa também influencia no sentimento de cobrança sobre as mulheres. A residente de otorrinolaringologia Isadora complementa a fala da especialista, dizendo que ainda existe na sociedade a exigência sobre as mulheres de uma postura disponível, prestativa e acolhedora, independentemente dos compromissos profissionais.
“A Medicina exige muito tempo, dedicação e abdicação. São pelo menos cinco anos para concluir a graduação, sem contar a especialização. Por isso, é uma pergunta comum entre as médicas: ‘Eu vou dar conta de tudo?’. Também existe a questão biológica, uma angústia principalmente para aquelas que desejam ser mães”, acrescenta a residente.

A presença da mulher na Medicina tem aumentado cada vez mais. No Iamspe, as médicas são a maioria pela terceira vez consecutiva entre os candidatos à residência médica da Instituição. Nos processos seletivos realizados em 2024, 2025 e 2026, elas foram 59%, 60% e 61% do total de inscritos.
As mudanças sociais e a presença de mais médicas nos hospitais e nas posições de liderança inspiram outras mulheres a ingressar na profissão. “Eu tive a oportunidade de ser colega de classe de três moças que se tornaram mães durante a graduação. Foi algo planejado, mas, ainda sim, exigiu muito esforço delas para conciliar os estudos com a maternidade. Foi inspirador”, vibra Isadora.
A fala da residente é complementada pela da diretora do Serviço de Reumatologia, que incentiva outras médicas a se planejar e se dedicar à infância e à adolescência dos filhos. “Na minha época, era necessário ser obstinada e realizar um esforço adicional para superar o estigma do suposto impacto do casamento e dos filhos na vida profissional da mulher. Hoje, as coisas mudaram, essa nova geração tem mais liberdade e consciência da importância do equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal”, comemora.
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