
Em fevereiro e março, quando o calendário marca oDia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência(11 de fevereiro) e oDia Internacional da Mulher(8 de março), a Prefeitura Municipal de Belém homenageia as mulheres cientistas que sãoservidoras municipais. Entre relatórios, visitas técnicas, diagnósticos e políticas públicas, essas servidoras traduzem o conhecimento científico em ação cotidiana na cidade.
Entre as servidoras cientistas, estão as pesquisadoras Bárbara Souza Paiva, Paloma Mendes e Ellen Eguchi, profissionais que carregam da universidade para o serviço público, ocompromisso com o método, a investigação e a produção de dados. Na rotina delas, a ciência não é conceito abstrato — é ferramenta de trabalho.
Antes de qualquer resultado prático, há um caminho silencioso. O trabalho empírico — sustentado por observação, experimentação e coleta de dados reais — nasce de um percurso que envolve pesquisa bibliográfica, construção teórica e aprofundamento conceitual. É desse terreno, muitas vezes invisível, que emergem diagnósticos, planejamentos e propostas queimpactam diretamente a população.
Com bases consolidadas na formação acadêmica, as três servidorasdesenvolvem pesquisase aplicam metodologias científicas no contexto municipal, conectando teoria e prática. O conhecimento produzido na universidade ganha desdobramentos concretos em Belém, fortalecendopolíticas públicas e qualificando a gestão.

Uma dessas profissionais é aveterinária Ellen Eguchi, diretora do Bosque Rodrigues Alves. À frente do parque zoobotânico, ela é responsável pelamanutenção de toda a área, além de firmar parcerias para o tratamento de animais e realizar o pronto atendimento da fauna urbana resgatada por órgãos ambientais, entre outras atribuições.
Professora universitária há nove anos em uma universidade particular de Belém, Eguchi possuidoutorado em Saúde e Produção Animal na Amazôniapela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Segundo a diretora, há diferenças significativas entre a forma de pensar de um cientista e de alguém que não atua na área da pesquisa.
“São dois mundos diferentes. A cabeça de um cientista funciona diferente das outras pessoas, pois estásempre questionando, testando ideias e buscando explicaçõesbaseadas em conceitos e evidências, enquanto muitos se contentam apenas com a prática”, afirma.
Atualmente, Eguchi integra duas pesquisas acadêmicas: “Contribuição ao estudo morfofisiopatológico de animais silvestres da região Amazônica” e “Atendimento Clínico-Cirúrgico e Manejo em Cativeiro de Animais Selvagens oriundos do Campus e Instituições parceiras”.
De acordo com a diretora, a trajetória científica teve papel fundamental para ela assumir a gestão do parque. “Minha ampla pesquisa acadêmica foi determinante para que eu virasse diretora do Bosque”, destaca.

Outra pesquisadora que atua na gestão municipal é ageógrafa Bárbara Paiva. Ela é mestre em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia e especialista em Geoprocessamento e Análise Ambiental pelo Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (NUMA/UFPA). Atualmente, cursa doutorado em Ciência: Desenvolvimento Socioambiental no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA).
O instituto da UFPA possui nota 7 na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a maior avaliação concedida pela instituição, que, entre outras atribuições, avalia cursos de pós-graduação.
Bárbara utiliza o conhecimento científico desenvolvido na universidade para atuar como pesquisadora e assessora técnica na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belém (Semma). A partir das pesquisas teóricas, elacriou sete projetos de adaptação e mitigação às mudanças climáticas, pensados para serem implementados na capital paraense com o uso de Soluções baseadas na Natureza (SbN).
Entre as iniciativas está o programaBelém Adaptada e Resiliente, que prevê oplantio de 1 milhão de mudase árvores. A proposta se configura como uma estratégia carro-chefe da secretaria para enfrentar aemergência climática no município.
Para a pesquisadora, o conhecimento científico é essencial para a criação depolíticas públicas eficazes.
“Enquanto pesquisadora, eu sempre achei que não devemos nos limitar a escrever e publicar artigos, mas também aplicar, na prática, o que foi aprendido, desenvolvendo projetos que impactam a sociedade”, afirma.
A servidora destaca ainda que os trabalhos desenvolvidos por ela na Semma estão diretamente ligados à trajetória acadêmica. Segundo Bárbara, a academia é fundamental para a construção de ações concretas, pois permite basear os projetos em conceitos, metodologias e parâmetros nacionais e internacionais.
“A universidade nos mune deinformações técnicas e científicase, assim, a possibilidade de errar em um trabalho é bem menor do que tirar um projeto apenas da nossa ‘cabeça’. Nos baseamos em pesquisas já realizadas em outros locais paracomparar dadose informações conceituais”, completa a doutoranda.
Paloma Mendes

Aterapeuta ocupacional Paloma Mendestem se consolidado como uma dasreferênciasem iniciativas voltadas à inclusão e à assistência às pessoas comTranstorno do Espectro Autista(TEA). Com trajetória marcada pela atuação científica e pela gestão pública, ela reúne três especializações: em saúde mentalm pela Universidade Estadual do Pará (UEPA); em TEA, pela Faculdade Integrada da Amazônia (Finama); e em integração sensorial, pela Universidade do Sul da Califórnia.
Ao longo da carreira, Paloma tem atuado diretamente nacriação e desenvolvimentodeprocessos e projetos inclusivos. Entre as iniciativas, está a criação de umlaboratório de capacitação profissionalvoltado ao autismo dentro doSistema Único de Saúde(SUS), que oferece assistência e formação para profissionais da área.
O trabalho inovador rendeu reconhecimento. Paloma Mendes estáentre os 18 vencedores da edição do Innovators Under 35 Brasil 2025, premiação internacional que destaca os jovens mais inovadores do país com menos de 35 anos. O reconhecimento internacional foi concedido pelo projeto Centro Especializado em Autismo.
Paloma Mendes é titular da Secretaria Municipal de Inclusão e Acessibilidade (Semiac), onde atua no desenvolvimento de ações, programas e projetos voltados a tornar Belém uma cidade cada vezmais acessível. Segundo ela, as iniciativas da secretaria são guiadas porpesquisas e diretrizes científicas, aproximando o conhecimento produzido nas universidades da sociedade.
Para a secretária, a ciência é a base de todas as decisões e projetos desenvolvidos na gestão pública.
“O trabalho científico faz a gente colocar na prática projetos com evidências científicas. Quando penso em um projeto da prefeitura me baseio em evidências teóricas. Não tem como realizar projetos efetivos sem base científica, sem fundamentos conceituais. Por isso, enquanto gestora, a minhabase acadêmica é fundamental para desenvolver projetos para Belém”, afirma.
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