
O clima de rivalidade da final do Campeonato Sergipano 2026, o Sergipão, deu lugar a uma mensagem de união e proteção na tarde deste sábado, 7, na Arena Batistão, em Aracaju. Antes do apito inicial para o clássico entre Confiança e Sergipe, no primeiro jogo pela final do campeonato, o Governo do Estado promoveu uma ação de conscientização dentro da campanha de combate à violência contra a mulher, utilizando a visibilidade do futebol para mobilizar a sociedade no enfrentamento desse crime.
Durante o aquecimento, os jogadores de ambas as equipes entraram no gramado vestindo coletes roxos, cor símbolo da campanha, com o número 180 — Central de Atendimento à Mulher — estampado em destaque. O objetivo foi sensibilizar o público de que a responsabilidade pela denúncia não deve recair apenas sobre a vítima, mas, também, sobre qualquer cidadão que presencie ou tenha conhecimento de atos de violência.
A mobilização é fruto de uma parceria entre as secretarias de Estado da Comunicação (Secom), da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), de Políticas para as Mulheres (SPM) e do Esporte e Lazer (Seel), com apoio da Federação Sergipana de Futebol (FSF).
A primeira-dama e secretária da Seasic, Érica Mitidieri, celebrou a corrente de conscientização formada no evento. “É uma sociedade inteira que precisa contribuir divulgando o número 180 porque, dessa forma, salvamos vidas. Esperamos que essa corrente faça a diferença não só no esporte, mas em todas as áreas”, declarou.
A secretária de Políticas para as Mulheres, Georlize Teles, destacou que a escolha do estádio foi simbólica e necessária. “A ideia é que possamos trazer para o campo e dar visibilidade a uma temática, a uma epidemia que assola o país, que é a violência contra a mulher. É preciso que, em um espaço historicamente associado ao público masculino, possamos, também, promover essa discussão”, afirmou.
Para a secretária, a mudança real na sociedade depende do engajamento dos homens. “A virada de chave passa pelo gênero masculino entender que ele é importante para construir uma sociedade mais afetuosa, mais respeitosa, onde cabem homens e mulheres de modo igual. No campo, quando a deslealdade impera, há a falta e o cartão vermelho. Então, um cartão vermelho para a violência contra a mulher”, pontuou Georlize, deixando, ainda, uma mensagem pelo Dia Internacional da Mulher. “Acredite em você mesma. Você pode fazer aquilo que acreditar”, completou.
A secretária de Esporte e Lazer, Mariana Dantas, explicou que a Arena Batistão foi escolhida de forma estratégica para ampliar o alcance da mensagem. “A maioria dos torcedores é formada por homens e, infelizmente, estatísticas mostram que a maior parte dos casos de violência doméstica é cometida por homens. Por isso, mesmo que você não seja a vítima, se ouviu ou presenciou alguma situação de violência, denuncie”, alertou. Mariana também ressaltou o avanço da representatividade feminina em Sergipe, que possui cerca de 40% de mulheres em cargos de gestão e um quadro de servidores com mais de 50% de presença feminina.
Representando a Federação Sergipana de Futebol (FSF), Cláudia Viana destacou a importância de envolver as duas maiores torcidas do estado. “A Federação sempre apoia iniciativas que contribuem para conscientizar a sociedade. Também temos trabalhado para ampliar a inclusão no esporte, fortalecendo o futebol feminino e promovendo maior equilíbrio nas competições”, explicou.
Nas arquibancadas, o sentimento era de acolhimento. A torcedora do Sergipe, Ana Esther, elogiou a iniciativa do Governo. “É muito importante trazer essa conscientização para o estádio, que tem um público majoritariamente masculino. Hoje, me sinto segura no Batistão curtindo esse jogo maravilhoso e desejo que todos os dias sejam de segurança e paz para as mulheres. Campanha aprovadíssima”, afirmou.
Pelo lado do Confiança, a torcedora Luciana Siqueira enfatizou a gravidade do cenário. “A gente vê os números de vítimas de feminicídio e precisamos de ações governamentais e, também, da sociedade, para que isso não continue acontecendo”, pontuou.
O torcedor Luiz Alberto Araújo classificou o momento atual como um período que exige mais empatia e respeito. “Não é apenas no dia 8 de março que devemos homenagear as mulheres, é todo dia”, frisou.
Sérgio Murilo, torcedor do Sergipe, também destacou a importância da iniciativa. “Acho muito importante essa campanha para conscientizar os homens e a sociedade como um todo. Precisamos respeitar o próximo, principalmente as mulheres. É uma ação válida para lembrar que devemos ser mais humanos e combater qualquer tipo de violência”, afirmou.
Violência contra a mulher em Sergipe
A ação ocorre em um momento que exige atenção. De acordo com dados do Painel do Ligue 180, Sergipe registrou 1.027 denúncias de violência contra a mulher ao longo de 2025. O total de atendimentos realizados pelo canal no estado, incluindo orientações, informações e registros de violência, alcançou 2.094 ocorrências no ano passado.
Ao exibir o número 180 nos coletes utilizados pelos jogadores, o Governo de Sergipe buscou reforçar que amigos, vizinhos e familiares também têm papel fundamental para romper o ciclo da violência.
Canais de ajuda
O Governo de Sergipe reforça que qualquer pessoa pode ajudar a salvar uma vida por meio dos canais de denúncia. O Ligue 180 funciona como Central de Atendimento à Mulher, oferecendo orientação e recebendo denúncias em todo o país. Também é possível acionar o 181, Disque Denúncia da Polícia Civil, ou o 190, do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), destinado a situações de flagrante e emergências.



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