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CPMI ouve presidente da Dataprev e vota quebra de sigilos da J&F

A CPMI do INSS vota 18 requerimentos nesta quinta-feira (5), a partir das 9h. Entre eles, o que pede as quebras de sigilo bancário e fiscal de empr...

04/03/2026 às 23h23
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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A CPMI do INSS vota 18 requerimentos e toma dois depoimentos nesta quinta, a partir das 9h - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
A CPMI do INSS vota 18 requerimentos e toma dois depoimentos nesta quinta, a partir das 9h - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A CPMI do INSS vota 18 requerimentos nesta quinta-feira (5), a partir das 9h. Entre eles, o que pede as quebras de sigilo bancário e fiscal de empresas como a J&F Participações, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em razão do repasse de recursos a empresa ligada a Danilo Trento, investigado por suposta participação nas fraudes contra a Previdência. A pauta contém ainda pedidos de convocação como a do presidente da J&F, José Antonio Batista Costa, e de Fabiano Zettel, empresário e cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. Já na segunda parte da reunião, serão colhidos os depoimentos do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, e o advogado Cecílio Galvão.

O relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), autor do pedido para quebras de sigilos da J&F ( REQ 3.138/2026 ) e convocação do presidente do grupo ( REQ 3.139/2026 ), aponta que documentos obtidos pela comissão indicam que empresas ligadas a Danilo Berndt Trento, investigado pelas fraudes contra aposentados e pensionistas, receberam mais de R$ 36,5 milhões da J&F Participações, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Família Trento

A pauta inclui também quebras de sigilo bancário e fiscal e solicitações de relatórios de inteligência financeira, como da J&F Participações. Além disso, há o mesmo pedido referente à esposa de Danilo Trento, Carolina Cardoso Trento ( REQ 3.133/2026 ) e de Letícia Caetano dos Reis ( REQ 3.000/2026 ). Esta última, segundo o requerimento apresentado pelo deputado Rogério Correa (PT-MG), seria administradora da empresa Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia e é também irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado no relatório da Polícia Federal como sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que está preso é e um dos principais nomes investigados pelas fraudes nas aposentadorias do INSS.

Além disso, os parlamentares podem votar pedidos de representação por prisão preventiva de Tonia Andrea Inocentini Galleti e Milton Baptista de Souza Filho, ambos ligados ao Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical (Sindnapi).

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Banco Master

Também há requerimentos para investigar possível conexão entre os mecanismos de fraude nos benefícios do INSS com o caso do Banco Master. Por isso, os deputados Alencar Santana (PT-SP) e Duarte Jr. pediram as convocações do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa ( REQ 2.755/2025 ) e do cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Fabiano Zettel ( REQ 2.681/2025 e REQ 3.044/2026 ). Vorcaro e Zettel voltaram a ser presos esta manhã, em nova operação da Polícia Federal, que investiga as fraudes do Banco Master.

Depoimentos

Na segunda fase da reunião desta quinta-feira senadores e deputados ouvirão o depoimento do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, e do advogado Cecílio Galvão.

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As duas convocações atendem aos requerimentos apresentados por Alfredo Gaspar e pelos senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Carlos Viana (PSD-MG), presidente da CPMI. Eles alegam que a Dataprev passou a ser alvo de questionamentos relacionados a falhas operacionais e, sobretudo, a vulnerabilidades na área de segurança cibernética. O objetivo é tratar das medidas de proteção dos dados dos cidadãos, principalmente relacionados aos beneficiários do INSS, e do fortalecimento da governança digital previdenciária. Além disso, os parlamentares querem discutir as falhas recorrentes da plataforma Meu INSS.

Já em relação a Cecílio Galvão, Alfredo Gaspar cita reportagens apontando que o advogado teria recebido cerca de R$ 4 milhões de associações de aposentados investigadas por descontos indevidos em benefícios do INSS, supostamente pela intermediação de acordos que permitiam a cobrança de mensalidades diretamente na folha dos beneficiários.

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Segundo o relator, embora não seja alvo direto da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, Galvão foi citado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentações financeiras atípicas e também aparece ligado à consultoria que recomendou investimentos de fundos de previdência no Banco Master, investigado por fraudes bilionárias.

O advogado foi convocado para esclarecer a natureza desses contratos, os critérios de remuneração, possíveis práticas de lobby junto ao INSS e eventuais vínculos com autoridades e dirigentes envolvidos no caso.

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