
Uma pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados mostra que quem votou no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022 tende a dar mais importância à aprovação do fim da jornada 6×1 no país do que quem votou em Jair Bolsonaro (PL). Os eleitores do petista, além de apoiarem mais o projeto (71% a favor, ante 53% entre eleitores de Bolsonaro), estão mais dispostos a mudar o voto nas urnas em outubro, caso o parlamentar se posicione contra o texto no Congresso.
Entre os que votaram no atual presidente no segundo turno das eleições passadas, 51% dizem que as chances de escolher um candidato à Câmara ou ao Senado diminuiriam se ele fosse contra a PEC — sendo que 37% afirmam que diminuiriam muito e 14%, que diminuiriam um pouco. Outros 23% consideram que não faz diferença. Apenas 20% afirmaram que aumentariam muito (11%) ou pouco (9%) as chances de voto.
Já entre os que votaram em Jair Bolsonaro nas últimas eleições, 39% dizem que as chances diminuiriam muito (29%) ou pouco (10%) se o candidato votasse contra o projeto, enquanto 32% consideram que continuariam as mesmas. Somam ainda 23% os que aumentariam as chances de votar nesses parlamentares — 14% aumentariam muito, e 9%, um pouco.
Entre os entrevistados que não votaram nem em Lula nem em Bolsonaro, 16% dizem que as chances aumentariam se o candidato fosse contra o fim da escala 6×1. É um percentual menor do que o percebido tanto entre os eleitores de Lula, quanto os de Bolsonaro. Para 40% dos que não escolheram nenhum dos dois em 2022, as chances diminuiriam, enquanto para 31%, continuariam as mesmas. Outros 13% não responderam.
Caso um Deputado Federal ou um Senador votasse contra o fim da escala 6×1, as chances de você votar nele(a) nas eleições de 2026 iriam aumentar, continuar as mesmas ou diminuir? Muito ou pouco? / E em quem você votou no segundo turno das últimas eleições presidenciais, em outubro de 2022?

Na população geral, 4 em cada 10 brasileiros (44%) disseram que a chancede votar em um deputado ou senador em outubro diminui se ele for contra a proposta que garante duas folgas semanais aos trabalhadores. Sendo que para 32% as chances de voto ficariam muito menores e para 12%, um pouco. Já para 19% as chances de voto aumentariam muito (11%) ou um pouco (8%) com o posicionamento contrário ao fim da 6×1. Para 28%, o voto sobre o assunto não faria diferença. Outros 9% não souberam responder.
Eleitores de Lula acreditam mais na aprovação da PEC.
Os eleitores de Lula também estãomais otimistas quanto à aprovação da proposta que tramita no Congresso. Entre os que votaram no petista nas eleições passadas, 57% acreditam que a matéria será aprovada e 29% acreditam que não. Os outros 14% não souberam responder.
Já entre os que votaram em Jair Bolsonaro, 46% acreditam que será aprovada e 45% não acreditam na aprovação. 9% não souberam responder. No grupo que não votou em nenhum dos dois candidatos em 2022, a maioria acredita na aprovação: 53%, contra 33% que creem que o texto não será aprovado. Desse recorte, 14% não souberam responder.

“Embora o eleitor de Lula seja o mais engajado e otimista com a proposta, o interesse no fim da jornada 6×1 não é restrito à esquerda. A crença na aprovação da PEC é majoritária em todos os grupos, inclusive entre os eleitores de Bolsonaro e entre quem não votou em nenhum dos dois nas últimas eleições. Os dados indicam que a pauta consolidou-se como uma demanda social que em boa medida supera a polarização política”, diz Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
Eleitores de Bolsonaro se dizem mais informados sobre o assunto.
Os eleitores de Bolsonaro dizem entender mais sobre o projeto do que os de Lula: 72% dos que votaram no ex-presidente do PL dizem que conhecem as discussões sobre o fim da jornada 6×1, sendo que 16% afirmam entender muito sobre o assunto.
Entre os eleitores de Lula, 61% dizem conhecer, e 13% afirmam entender muito as discussões. O maior índice de desconhecimento sobre o assunto (40%) está entre os que não votaram nem em Lula, nem em Bolsonaro. Neste grupo, 56% dizem conhecer o tema, sendo que 8% entendem muito.

Tolerância com políticos contrários ao fim do 6×1 é menor entre os mais informados.
Parlamentares contrários à proposta devem ter mais prejuízos eleitorais entre as pessoas que se consideram mais informadas sobre o assunto. Para 41% dos entrevistados que dizem estar por dentro das discussões, as chances de votar em um candidato diminuiriam muito se ele fosse contra o fim da jornada 6×1. Na população em geral esse número é de 32%. Já entre os que dizem entender pouco sobre o assunto, o percentual é de 34%, e entre quem nunca ouviu falar sobre o fim da jornada 6×1, cai para 26%.

Quando levado em conta a população geral, 4 em cada 10 brasileiros (44%) dizem que a chancede votar em um deputado ou senador diminui se ele for contra a proposta que garante duas folgas semanais aos trabalhadores. Os entrevistados foram perguntados se a chance de votar em um candidato diminuiria, aumentariam ou continuariam as mesmas, caso ele votasse contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada 6×1, sem redução de salário. Nesse cenário, 44% disseram que as chances de voto ficariam muito (32%) ou um pouco (12%) menores, enquanto 19% afirmam que aumentariam muito (11%) ou um pouco (8%). Para 28%, o posicionamento sobre o assunto não faria diferença. Outros 9% não souberam responder.
“O fato de que o prejuízo eleitoral é maior entre os eleitores mais informados é um alerta para o Congresso. À medida que o debate avança e mais pessoas compreendem os detalhes da PEC, a pressão popular tende a aumentar, tornando o custo político de um voto contrário cada vez mais alto para deputados e senadores”, diz Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
METODOLOGIA.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou 2.021 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs) entre os dias 30 de janeiro e 05 de fevereiro. A margem de erro no total da amostra é de 2 p.p, com intervalo de confiança de 95%.
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