
O Instituto de Terras do Piauí (Interpi) realizou, nessa segunda-feira (23), a entrega do título coletivo de terra à comunidade quilombola Custaneira-Tronco, no município de Paquetá. A ação beneficia diretamente cerca de 80 pessoas, de 38 famílias, garantindo segurança jurídica sobre o território tradicionalmente ocupado.
A titulação coletiva representa um marco histórico para a comunidade, assegurando o direito à terra, fortalecendo a identidade cultural e promovendo dignidade às famílias que mantêm viva sua história e tradições.
A Comunidade Custaneira/Tronco se formou após a chegada de negros que foram postos em liberdade. À época, a região ainda não era ocupada e possuía abundância de água, fator essencial para a sobrevivência e consolidação do grupo no território. Desde então, o espaço se tornou símbolo de resistência, pertencimento e construção coletiva. Além da importância fundiária, a comunidade preserva o Lundu de Lezeira, manifestação cultural tradicional reconhecida oficialmente como Patrimônio Vivo do Estado do Piauí — expressão que reafirma a força da ancestralidade e da cultura quilombola no território.

“A entrega deste título coletivo consolida um direito que é histórico e constitucional. Estamos falando de segurança jurídica, mas também de respeito à identidade, à cultura e à autonomia dessas famílias. O Interpi tem trabalhado com responsabilidade técnica e sensibilidade social para garantir que cada comunidade tradicional tenha seu território reconhecido e protegido”, destacou o diretor de Povos e Comunidades Tradicionais do Interpi, Saullo Lopes.
Representando a comunidade, o mestre Naldo, liderança local e guardião do Lundu de Lezeira, celebrou a conquista coletiva: “Ter a nossa comunidade titulada e registrada é a prova da nossa existência, ancestralidade e da sustentabilidade que as comunidades quilombolas representam. O título coletivo é a garantia de direitos para nosso povo, a garantia do nosso futuro”, afirmou.

A entrega do título coletivo consolida a política de regularização fundiária do Interpi voltada às comunidades tradicionais, promovendo justiça social, proteção cultural e desenvolvimento sustentável. Mais do que um documento, o título garantiu autonomia, preservação da identidade e segurança para as futuras gerações da Custaneira-Tronco.
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