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Entenda como a água da Billings vai reforçar a resiliência hídrica de São Paulo

Interligação da represa com o Alto Tietê levará 4 mil litros de água por segundo para a região, fortalecendo o abastecimento da Grande SP

17/02/2026 às 08h21
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Capacidade total de armazenamento de água da Billings chega a 1,13 trilhão de litros
Capacidade total de armazenamento de água da Billings chega a 1,13 trilhão de litros

Considerada uma das estratégias mais importantes do Plano de Segurança Hídrica do Estado de São Paulo para acelerar a resiliência hídrica, a interligação Billings-Alto Tietê teve início em janeiro e deve ser entregue à população em 2027.

A obra permitirá a captação de até 4 mil litros de água bruta por segundo no braço do Rio Pequeno, na represa Billings, em São Bernardo. A água será bombeada para a represa Taiaçupeba, fortalecendo o Sistema Integrado Metropolitano, que abastece a Grande São Paulo e beneficia cerca de 22 milhões de pessoas. O investimento é de R$ 1,4 bilhão.

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Com isso, a represa Billings, cuja captação para abastecimento era pequena, passa a ter papel fundamental nos planos de resiliência hídrica do Governo de São Paulo. Isso porque a represa Billings, sozinha, tem capacidade de armazenar mais água que todas as represas do Sistema Cantareira (são cinco), somadas.

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A capacidade total de armazenamento de água da Billings chega a 1,13 trilhão de litros, enquanto as represas de Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, que compõem o Sistema Cantareira, possuem, juntas, um total de 982 bilhões de litros de capacidade, segundo dados da Sabesp.

Mais chuvas

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Em função das mudanças climáticas, as chuvas, que já estão muito abaixo das médias históricas, tendem a se tornar cada vez mais irregulares e pulverizadas.

Esse é outro ponto que torna estratégica a captação de água na Billings. Por estar próxima à Serra do Mar, ela recebe mais chuvas do que as represas do Cantareira, que estão no Alto Tietê, em locais diversos e conectadas por túneis subterrâneos. Outro ponto importante é que a Billings está em um só plano e tem mais de 100 km de extensão, aumentando a probabilidade de captação de águas pluviais.

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A proximidade do manancial com a Capital também é um fator determinante, já que a represa está nos limites da cidade, com pouco desnível topográfico em relação a outra fontes, e por isso o gasto com obras e custo de energia para o bombeamento dessa água é muito menor do que quando retirada de regiões distantes da Grande São Paulo.

“A ampliação da captação da represa Billings vai fortalecer o Sistema Integrado Metropolitano e garantir segurança de abastecimento para todas as famílias que vivem na Grande São Paulo. A interligação com o Alto Tietê é mais um passo nesse projeto de segurança hídrica formulado pelo Governo de SP, em parceria com a Sabesp”, disse a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de SP, Natália Resende.

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Escassez de água

A Região Metropolitana de São Paulo enfrenta uma situação hídrica historicamente desafiadora. De acordo com a Sabesp, a disponibilidade de água per capita local é extremamente baixa – em torno de 143m3/s por habitante ao ano, comparável a regiões semiáridas e muito abaixo do recomendado internacionalmente. Esse quadro se deve à grande concentração populacional e à limitada oferta natural de água na bacia.

Em 2025, a região atravessou uma das piores estiagens em 10 anos, com índices de chuva entre 40% e 70% abaixo da média e vazões afluentes drasticamente reduzidas. Os efeitos das mudanças climáticas já são evidentes: chuvas cada vez mais irregulares, ondas de calor mais frequentes e demanda elevada agravam a escassez hídrica.

Universalização

O Plano de Segurança Hídrica previsto no novo contrato da Sabesp, firmado após o processo de desestatização promovido pelo Governo de São Paulo, prevê o investimento de R$ 70 bilhões até 2029 para universalizar a oferta de água e esgoto em todo o estado de São Paulo.

O Estado de São Paulo recebeu em 2025 o maior investimento da história em obras para ampliar o acesso da população à água e esgoto tratado. Foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior.

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