
Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência é um convite para reconhecer talentos, ampliar vozes e inspirar novas trajetórias. Na rede pública estadual de ensino do Piauí, esse movimento se dá todos os dias, com estudantes que se destacam em projetos científicos, olimpíadas do conhecimento e iniciativas que despertam o interesse pela pesquisa, inovação e descoberta.
Por meio de ações da Secretaria da Educação do Piauí (Seduc), meninas têm encontrado espaço para criar, experimentar e acreditar que a ciência também é um campo para elas, demonstrando como o incentivo adequado pode transformar curiosidade em protagonismo.

Estudante da 3ª série do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Aprígio Pereira Bezerra, em São Julião, Wellyda Bezerra participa do Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pibic-Jr), iniciativa da Seduc em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi). Ao lado de colegas, ela ajudou a desenvolver jogos didáticos voltados ao ensino de Ciências da Natureza, tornando o aprendizado mais dinâmico, acessível e criativo.
Para Wellyda, o projeto representou mais do que uma experiência acadêmica, foi uma oportunidade de crescimento, superação de desafios e descoberta de novas possibilidades. “Apesar das dificuldades que ainda existem para meninas no meio científico, essa vivência serviu como motivação para me dedicar ainda mais aos estudos e fortalecer a presença feminina na ciência”, relata a estudante.

Outro destaque é Eyshila Isabeli Santos Lima, estudante da 3ª série do ensino médio no Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Patronato Nossa Senhora de Lourdes, em Campo Maior, que conquistou uma das maiores notas da Olimpíada Brasileira de Ciências (OBC) 2025. O resultado garantiu à jovem uma premiação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília, e coroou uma trajetória marcada por dedicação e apoio da escola pública.
Eyshila conta que a preparação exigiu disciplina, resolução constante de exercícios e curiosidade para aprofundar conhecimentos além do conteúdo básico. Ela também destaca o incentivo dos professores da rede estadual, que sempre acreditaram em seu potencial e estimularam a participação em Olimpíadas Científicas. “Falar sobre meninas na ciência é essencial, especialmente para inspirar outras jovens a acreditarem em si mesmas e ocuparem esses espaços com confiança”, afirmou a estudante.

Para o secretário da Educação, Rodrigo Torres, investir em ciência é investir no futuro. “Quando criamos oportunidades para que nossas meninas participem da pesquisa, da inovação e das olimpíadas do conhecimento, reafirmamos que elas podem alcançar qualquer espaço. Experiências como as de Wellyda e Eyshila mostram que compartilhar vivências fortalece conexões, amplia horizontes e contribui para a construção de ambientes mais justos e inspiradores”, destacou o gestor.
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