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Sessão ordinária debate impactos da greve do transporte público em São Luís

A greve do transporte público em São Luís, iniciada na última sexta-feira (30), repercutiu entre os vereadores durante a sessão ordinária desta ter...

10/02/2026 às 23h27
Por: Redação Fonte: Câmara Municipal de São Luis - MA
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Foto: Foto: Reprodução/Câmara Municipal de São Luis - MA
Foto: Foto: Reprodução/Câmara Municipal de São Luis - MA

A greve do transporte público em São Luís, iniciada na última sexta-feira (30), repercutiu entre os vereadores durante a sessão ordinária desta terça-feira (03) na Câmara Municipal. Em pronunciamentos no plenário, parlamentares da base governista,e da oposição,apresentaram avaliações distintas sobre as causas do movimento paredista, as medidas adotadas pelo Poder Executivo e os impactos enfrentados pela população.

O vereador Raimundo Penha (PDT) fez críticas à política de mobilidade urbana adotada nos últimos anos. Segundo ele, não houve avanços estruturais no sistema de transporte coletivo. “Em seis anos de mandato do prefeito EduardoBraide, não houve avanço no trânsito e transportes de São Luís. Nenhum terminal de integração foi recuperado, hoje temos um número maior de greves”, afirmou. O parlamentar também comparou os valores de subsídio repassados às empresas e os custos dos vouchers oferecidos em aplicativos de transporte, avaliando que a medida não atende de forma adequada públicos como idosos e moradores da zona rural. Ao final, defendeu a participação direta do Executivo nas negociações e propôs que, após o encerramento da greve, a secretária municipal de Trânsito e Transportes compareça à Câmara para apresentar um diagnóstico do sistema.

Na mesma linha crítica, a vereadora FláviaBerthier(PL) afirmou que o custo dos vouchers acaba sendo repassado à população. “Quem está sendo penalizado de fato e de verdade é o nosso povo, quem está pagando a conta é o trabalhador”, disse, ao destacar que, em corridas acima do valor disponibilizado, o usuário precisa arcar com a diferença.

O vereador Beto Castro (Avante) também se manifestou, ressaltando a recorrência dos problemas no setor. Ele lembrou que a SMTT já teve cinco secretários e, segundo sua avaliação, as dificuldades relacionadas ao trânsito e ao transporte público permanecem sem solução.

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Em defesa da gestão municipal, o líder do governo na Câmara, vereador Dr. Joel (PSD), rebateu as críticas direcionadas ao prefeitoargumentandoque o Executivo enfrenta limitações nas alternativas para resolver o impasse. “O prefeito tem duas opções para resolver a greve: aumentar o subsídio ou aumentar a passagem. O prefeito não quer nem aumentar o subsídio aos empresários nem aumentar a passagem para a população. Ele está certo”, afirmou. O parlamentar destacou ainda que, em cinco anos de gestão, o aumento da tarifa teria sido de apenas cinquenta centavos, o que, segundo ele, representa um fator relevante para a população.

O vereador Douglas Pinto (PSD) endossou a fala do líder do governo, afirmando que tanto o aumento da tarifa quanto a ampliação do subsídio seriam prejudiciais aos usuários e aos cofres públicos. Para ele, no momento, a disponibilização de vouchers em aplicativos de transporte seria a alternativa mais viável.

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Já o vereador Cléber Filho (MDB) lembrou que a Câmara foi acionada no ano passado para decretar a caducidade do contrato que rege as empresas de ônibus, medida posteriormente anulada por decisãodo Supremo Tribunal Federal. O parlamentar avaliou que a política de vouchers encarece o sistema e não resolve o problema. “Precisamos de soluções reais”, afirmou, convidando a secretária da SMTT a comparecer ao Legislativo para dialogar e buscar caminhos concretos para superar a crise no transporte público.

O tema segue mobilizando o Parlamento Municipal, que diante dos impactos da paralisação na rotina da população de São Luís,acompanha as negociações entre rodoviários, empresários e Poder Executivo.

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