
Evento reuniu profissionais, estudantes e pesquisadores em várias áreas da Saúde que atuam em torno do tema

Fotos: Divulgação FUHAM
Encerrando a programação do Janeiro Roxo 2026, a Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham) promoveu na sexta-feira (30/01), no auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde da UEA, o III Seminário Pensando em Hanseníase. O evento reuniu representantes de instituições parceiras, profissionais de saúde, pesquisadores e estudantes interessados nesta temática.
Na palestra de abertura, o diretor presidente da Fuham, Carlos Chirano, destacou os resultados do Dermato Saúde Amazonas, programa do Governo do Estado do Amazonas, executado pela Fundação que leva atendimento dermatológico especializado ao interior.
Segundo Chirano, com essa ação a Fuham realiza busca ativa para a hanseníase em todo o Estado, saindo da capital e indo até a população, resultando em mais diagnóstico e maior efetividade nas ações de combate à doença. “Com o Dermato, a gente contempla em torno de um terço dos diagnósticos registrados no Estado, ou seja, se essa ação não estivesse acontecendo, um terço dos diagnósticos não seriam feitos”, destaca Chirano.
Em três anos, detalhou Chirano, o Dermato Saúde Amazonas foram realizados mais de 35 mil exames de pele, mais de 14 mil consultas dermatológicas, resultando no diagnóstico de 221 novos casos de hanseníase no estado, além de diagnósticos de outras dermatoses, incluindo o câncer de pele.
“A palavra-chave para o controle da hanseníase se chama busca ativa. Sair dos consultórios, ir para os municípios, investigar, fazer exames em massa na população para encontrar os diagnósticos; casos que ficariam ocultos, contaminando outras pessoas. Então, diagnosticamos, tratamos, interrompemos a cadeia de transmissão e essa é uma das ações fundamentais para o controle”, explica o Chirano.

Fotos: Divulgação FUHAM
O Seminário também abordou dados epidemiológicos e perspectivas em relação à doença no Brasil, em palestra proferida pela representante do Ministério da Saúde Patrícia Pereira Barbosa. Esquemas terapêuticos medicamentosos, pesquisas em andamento na instituição e tratamento cirúrgico para comprometimento neural do paciente de hanseníase também foram alguns dos temas abordados.
Egressos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Dermatologia da Fuham e Universidade do Estado do Amazonas (PPGCAD-UEA/Fuham) também participaram do evento, compartilhando resultados de pesquisas realizadas, demonstrando o impacto positivo que as pesquisas do Programa já tem gerado no dia a dia da instituição.
No final do evento, transmitido na íntegra pelo Centro de Mídias da Universidade do Estado do Amazonas, para o canal da UEA no YouTube, resultado de outra grande parceria inestimável, a diretora de Ensino e Pesquisa da Fuham, professora doutora Graça Barbosa, resumiu muito o que significou o seminário, especialmente para estudantes, profissionais em formação.
“A gente não pode perder a oportunidade de aprender sempre na vida da gente. No dia a dia, a gente tem oportunidades para aprender muita coisa, muita coisa inútil. Então, quando aparece coisa útil, a gente tem que realmente valorizar”, disse a educadora.
Ceará Projeto une saberes indígenas e ciência para ampliar acesso a fitoterápicos no SUS do Ceará
Lauro de Freitas Prefeitura de Lauro de Freitas amplia rede de saúde com obras estruturantes e investimentos históricos
Piauí Rafael Fonteles entrega reformas no HGV nesta terça (9) e melhorias ampliam capacidade de atendimentos na unidade
Cuiabá - MT Rede de urgência e emergência de Cuiabá ultrapassa 70 mil atendimentos mensais
Saúde Dor crônica terá 5 de julho como dia nacional de conscientização
Mato Grosso do Sul Junho Vermelho: há 22 anos, jornalista transforma gratidão em um compromisso de salvar vidas
Saúde Com investimentos de R$ 16 milhões do Estado, novo Complexo de Saúde Mental do Hospital de Praia Grande inaugura neste mês
São Sebastião - SP Acidente com cinco vítimas mobiliza força-tarefa do SAMU na Costa Sul de São Sebastião
Saúde Uso indiscriminado de corticoides pode causar glaucoma e cegueira Mín. 25° Máx. 25°