
O vereador, de Salvador, Professor Hamilton Assis (PSOL) repudia veementemente os episódios de violência ocorridos nesta terça-feira (9) no plenário da Câmara dos Deputados, que resultaram em agressões físicas contra parlamentares e em ataque direto ao livre exercício do mandato. Durante a operação de retirada forçada do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) foi violentamente empurrada, perdeu o equilíbrio e sofreu lesões que exigiram atendimento imediato no Departamento Médico da Casa.
Ao tentar dialogar com agentes da segurança legislativa para garantir respeito aos direitos parlamentares, Célia foi atingida no tumulto desencadeado pela própria ação da segurança. Após o atendimento inicial, ela se dirigiu à 5ª Delegacia de Polícia, acompanhada dos deputados Glauber Braga, Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Rogério Correia (PT-MG) e Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), para registrar formalmente a ocorrência.
O vereador Hamilton Assis considera o episódio mais um marco da escalada autoritária instalada no Legislativo federal. Para ele, o uso desproporcional de força dentro da “Casa do Povo” é inaceitável e exige providências imediatas.
“É inadmissível que parlamentares sejam agredidos dentro do plenário por cumprirem sua função. A violência contra a deputada Célia e contra Glauber Braga é parte de um processo de intimidação e perseguição política que tenta calar quem ousa enfrentar interesses poderosos neste país. O deputado Glauber pode perder o direito político e com isso quem perde é o Brasil, enquanto os poderosos fazem acordos para livrar golpistas, quem cometeu crimes e fugiu do País, como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro”, afirma.
Assis também criticou a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que pautou para esta quarta-feira (10) a votação do processo de cassação contra Glauber Braga, medida que, segundo ele, ocorre em meio a um ambiente de tensionamento e violência institucional. O vereador é autor da Moção de Apoio nº 72/2025, aprovada em Salvador, em defesa do mandato do deputado do PSOL.
“Diante de sistemáticas violências e agressões, Glauber reagiu em legítima defesa. A perda de mandato é uma punição desproporcional e nitidamente persecutória, em uma Câmara que não cassou o mandante dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes; que faz vista grossa para ataques transfóbicos de Nikolas Ferreira (PL); e que se manteve inerte diante de um agressor denunciado em rede nacional. O que acontece com Glauber é uma tentativa de silenciamento. O Congresso quer cassar Eduardo Bolsonaro, por exemplo, por falta. A pessoa que está nos EUA conspirando contra o Brasil, isso é inacreditável”, declarou o vereador.
Hamilton Assis também criticou a retirada forçada da imprensa do plenário durante o episódio, impedindo a cobertura dos acontecimentos. Para ele, a violação à liberdade de imprensa agrava ainda mais o cenário de ataque à transparência e à democracia.
O vereador destacou ainda que pedidos de cassação contra parlamentares do PSOL se tornaram instrumento de perseguição contra aqueles que enfrentam privilégios e grupos econômicos. “Eu mesmo passei por processo de cassação e o pedido foi arquivado. Nossa líder de bancada, Eliete Paraguassu, também enfrentou tentativa de cassação em 2025, igualmente arquivada. Essa repetição não é coincidência: é resposta ao trabalho combativo que realizamos”, afirma.
Assis conclui que a defesa dos deputados e deputadas agredidos e ameaçados é, acima de tudo, defesa da democracia. “Estamos ao lado de Glauber, de Célia e de todos os parlamentares atacados. Proteger seus mandatos é proteger o direito de divergir, fiscalizar e denunciar injustiças. E não abriremos mão disso. Glauber Fica!”
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