
Por Marcos Jorge Dias
A história da Polícia Militar do Acre teve início no começo do século passado, mas a definição do aniversário em 25 de maio de 1916, ocorreu por meio da Lei n° 812 de 5 de dezembro de 1984, que instituiu a data como o marco inicial da PMAC.
Passados 106 anos, a corporação segue firme em sua missão de proteger e dar segurança ao povo acreano. Um exemplo é o recente destaque recebido em nível nacional pelo trabalho que faz de enfrentamento à violência contra a mulher com a Patrulha Maria da Penha.

Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha foi um avanço no campo jurídico quanto à proteção e segurança das mulheres.
Para os que ainda não a conhecem, a Lei nº 11.340 traz em suas disposições preliminares o seguinte teor:
Art. 1º.Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil; dispõe sobre a criação dos Juizados de violência doméstica e familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Art. 2ºToda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.
Art. 3ºSerão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Em observância à lei federal, em 2019 o governo do Acre criou a Lei Estadual nº 3. 473, que estabeleceu as diretrizes de atuação da Patrulha Maria da Penha.
Sob comando da tenente-coronel Alexsandra Rocha, desde a criação, em 17 de setembro de 2019, por força da lei estadual, a Coordenadoria da Patrulha Maria da Penha foi inserida no organograma da Polícia Militar, em atendimento a uma necessidade de policiamento focado na prevenção do crime de feminicídio, no qual o Acre figura no topo do ranking nacional.
Com a pandemia de covid-19, em 17 de setembro de 2021 o serviço de rotina que atende as vítimas de violência com medidas protetivas avançou com a modalidade itinerante, de modo a prevenir e divulgar informações sobre a temática para as mulheres residentes nos bairros como maior número de chamados via 190, referentes à violência doméstica e familiar.
A ação da patrulha itinerante tem sido de suma importância em razão dos registros feitos pela Polícia Militar, onde constam, segundo a major Cristiane Soares, chefe da Divisão de Planejamento, Estudos e Projetos, que “no Acre, a maioria das mulheres vítimas de feminicídio não possuíam medida protetiva de urgência, nem sequer tinham registrado boletim de ocorrência contra seu agressor; muitas sequer se dão conta que vivem em situação de abusos e mesmo que queiram, às vezes não possuem recursos para chegar à delegacia onde possam registrar um Boletim de Ocorrência”.
Atualmente, um veículo modelo ônibus, adquirido em 2021 – por meio da Sejusp e recursos do Ministério da Justiça – percorre os bairros da capital levando uma equipe multidisciplinar formada por uma psicóloga, uma advogada, uma assistente social e 12 policiais, todos com formação de nível superior e com, no mínimo, 3 cursos de capacitação na temática de violência contra a mulher. Um projeto ímpar que só aqui é desenvolvido.
Por isso, ao completar 106 anos de existência, a Polícia Militar do Acre, uma instituição historicamente patriarcal, é destaque nacional por um trabalho desenvolvido, principalmente por seus quadros femininos, no combate à violência e em defesa das mulheres acreanas.
Ceará Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra suspeito de feminicídio em Morrinhos
Celular Seguro “Muita coisa vai mudar se ousarem roubar um celular daqui para frente”, diz Lula no lançamento da nova fase do Celular Seguro.
Sergipe Rua São João recebe ainda mais visitantes durante nova edição da Segundona do Turista
Segurança Pública PMPR apreende 759,4 quilos de maconha em caminhonete em São Mateus do Sul
Ceará Polícia Militar forma 250 alunos no Proerd em Limoeiro do Norte
Segurança Pública Encontro de secretários da Segurança discute ações integradas de combate ao crime
Segurança Pública Encontro de secretários da Segurança em Foz do Iguaçu discute ações integradas de combate ao crime
Piauí Inscrições para concurso da Polícia Militar do Piauí com mil vagas para soldado começam nesta segunda (22)
Parauapebas - PA Operação “Vidas por um Fio” encerra etapa educativa e reforça combate ao uso de cerol e linha chilena em Parauapebas Mín. 23° Máx. 25°