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Robótica Educacional transforma a aprendizagem nas escolas estaduais de Mato Grosso do Sul

Tecnologia e inovação fortalecem o protagonismo estudantil e desenvolvem competências digitais nas escolas de Mato Grosso do SulA SED (Secretaria d...

07/11/2025 às 11h57
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Tecnologia e inovação fortalecem o protagonismo estudantil e desenvolvem competências digitais nas escolas de Mato Grosso do Sul

A SED (Secretaria de Estado de Educação) tem investido de forma estratégica na qualidade do ensino e da aprendizagem, acompanhando as transformações do mundo digital e reconhecendo o papel das tecnologias na formação do cidadão sul-mato-grossense.

Entre as ações que marcam essa nova fase, destaca-se o Programa de Robótica Educacional, que vem sendo implantado em diversas escolas da Rede Estadual de Ensino. A iniciativa tem como objetivo estimular o pensamento computacional, a criatividade e a solução de problemas reais, promovendo uma aprendizagem significativa e colaborativa.

A robótica é uma ferramenta essencial para desenvolver as habilidades relacionadas ao pensamento científico, crítico e criativo, bem como à cultura digital, constantes na BNCC (Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e na BNCC Computação (2022). Por meio dela, os estudantes aprendem a programar, criar protótipos e compreender a aplicação prática da tecnologia em diferentes áreas do conhecimento.

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As escolas contempladas receberam Laboratórios de Robótica Educacional em formato de kits, compostos por maletas com peças de encaixe, conectores, motores, pilhas, baterias e sensores. Esses materiais permitem a criação de artefatos programáveis, orientados pela intencionalidade pedagógica de cada professor, e transformando a sala de aula em um espaço de experimentação e descoberta.

>Professora Rita e seus alunos
>Professora Rita e seus alunos

 

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A PCPI (Professora Coordenadora de Práticas Inovadoras) Rita de Cássia Lanza, explica que o projeto de Robótica Educacional começou em 2022, quando a escola recebeu os kits enviados pelo Estado e passou por uma formação para utilização dos materiais. “Os kits são compostos por controladoras, placas Arduino, sensores de presença, toque e de linha, além de livros didáticos. Com eles, os estudantes constroem diferentes tipos de robôs e desenvolvem projetos que envolvem física, matemática e programação”, detalha.

Ela destaca que a robótica vai muito além da ideia tradicional de robô, pois integra conhecimentos de diversas áreas e estimula a criatividade, o raciocínio lógico e o trabalho em equipe. “Depois da implantação do projeto, observamos melhora no desempenho dos estudantes, principalmente em física, e um entusiasmo maior em aprender”, conta.

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Segundo Rita, a escola agora prepara a inauguração de um espaço maker, que permitirá ampliar as atividades e realizar o primeiro campeonato interno de robótica, com a participação de jurados da OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica).

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
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Caroline e seus colegas em fase de criação nas aulas de robótica

O projeto também reflete o compromisso da SED com a Política Nacional de Educação Digital, instituída pela Lei Federal nº 14.533/2023, que garante a inserção da educação digital nos ambientes escolares. A iniciativa dialoga ainda com o Plano Estadual de Educação, especialmente com a meta 7, estratégia 7.15, que propõe o fortalecimento de práticas inovadoras e o uso de tecnologias na educação básica.

A estudante Caroline Lopes Alves da Silva, de 16 anos, conta que o interesse pela robótica surgiu de forma inesperada. “No começo, eu só acompanhava um colega nas aulas, mas acabei gostando. A robótica não estimula só o raciocínio, mas também a criatividade. Às vezes, começo a montar as peças e, de repente, surge uma ideia nova”, relata.

Ela explica que a experiência tem ajudado a compreender melhor outras disciplinas, especialmente física e matemática, que são aplicadas nas atividades práticas do laboratório. “Quando a professora usa a robótica como exemplo nas aulas de física, fica muito mais fácil entender. A gente reconhece na teoria o que vivencia nas montagens”, comenta.

Caroline também reflete sobre o impacto da tecnologia no cotidiano e nas futuras profissões. “Os robôs podem facilitar a vida das pessoas, principalmente de quem tem alguma deficiência. Isso mostra como a robótica pode ser usada para o bem”, afirma.

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
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Willer é outro aluno que comenta sobre o interesse pela robótica

O estudante Willer Gomes dos Santos, de 17 anos, conta que o interesse pela robótica vem desde a infância. “Sempre gostei de montar e desmontar coisas, e quando cheguei à escola fui convidado por um colega para participar do projeto. Aceitei na hora, porque era algo que eu já tinha vontade de aprender”, relembra.

Ele explica que a rotina nas aulas envolve criatividade e trabalho em equipe. “Gosto principalmente da parte de montar os robôs. A gente pode criar os modelos que quiser usando as peças dos kits. Já construí um robô de limpeza e aprendi bastante sobre motores e montagem com a ajuda dos colegas”, destaca.

Para Willer, o mais interessante é ver o resultado das ideias ganhando forma. “É muito legal ver o robô funcionando depois de tanto esforço. A cada aula a gente aprende algo novo e percebe que tudo depende da nossa dedicação”, conclui o estudante.

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
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João gosta da forma como é feito o aprendizado da robótica nas escolas estaduais

O estudante João Augusto Rossato da Silva, de 16 anos, destaca que o que mais chama sua atenção na robótica é a possibilidade de aprender de forma prática e colaborativa. “A robótica é uma aula diferente, porque a gente aprende fazendo. Usamos equipamentos, programamos os robôs e trabalhamos em grupo, o que torna tudo mais divertido e desafiador”, conta.

Ele revela ter facilidade na área de programação, o que o motivou a se dedicar aos projetos do grupo. “Neste ano, construímos um robô seguidor de linha, que utiliza sensores de cor para identificar o caminho e se mover de forma autônoma. Foi o projeto que mais gostei, porque conseguimos aplicar o que aprendemos sobre lógica e tecnologia”, explica o estudante.

Mais do que uma ferramenta tecnológica, a Robótica Educacional é uma ponte entre teoria e prática, que desperta o protagonismo dos alunos e estimula o aprendizado por meio da curiosidade, da cooperação e da experimentação.

A SED segue, assim, consolidando uma educação conectada ao futuro, na qual os estudantes não apenas consomem tecnologia, mas aprendem a criá-la e transformá-la em soluções reais para o mundo ao seu redor.

Jackeline Oliveira, Comunicação SED
Fotos: Ricardo Agra/SED

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