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Câmara busca solução para impasse nos contratos temporários dos professores da rede municipal

Um grupo de professores prestes a participar do processo seletivo simplificado nº 005/2025 da Prefeitura procurou a Câmara Municipal nesta terça-fe...

21/10/2025 às 17h36
Por: Redação Fonte: Câmara de Sorriso - MT
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Foto: Reprodução/Câmara de Sorriso - MT
Foto: Reprodução/Câmara de Sorriso - MT

Um grupo de professores prestes a participar do processo seletivo simplificado nº 005/2025 da Prefeitura procurou a Câmara Municipal nesta terça-feira para manifestar insatisfação com as regras do edital. O principal ponto de contestação é uma cláusula que estabelece um intervalo de seis meses para que um professor possa ser recontratado após o término de um contrato temporário.

De acordo com os educadores, a regra inviabiliza sua continuidade no emprego, obrigando-os a buscar outras fontes de renda enquanto aguardam o prazo para poderem se candidatar a uma nova vaga temporária. Eles argumentam que a medida fragiliza a situação profissional da categoria.

Em resposta às demandas, vereadores se reuniram com representantes do Executivo para discutir uma solução que atenda aos professores, mas que esteja em conformidade com a lei. Entre as possibilidades levantadas estão a ratificação do edital atual ou a remodelação da lei municipal que rege as contratações temporárias.

O procurador do município, Alex Monarin, presente à reunião, explicou que a inserção da cláusula dos seis meses no edital é uma resposta a apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT). De acordo com ele, a medida foi necessária porque um número significativo de professores entrou na Justiça para requerer o pagamento do FGTS sobre os contratos temporários.

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Diante das ações, o TCE/MT teria determinado que a prefeitura adotasse medidas para coibir a rotatividade excessiva e a caracterização de vínculo empregatício contínuo por meio de sucessivas contratações.

Ao final dos debates, os parlamentares concluíram que, a princípio, é necessário garantir o pagamento do FGTS aos professores temporários, conforme determina a lei. Paralelamente, concordaram que a realização de um concurso público é essencial para resolver de forma permanente os problemas crônicos das contratações temporárias na rede municipal de educação.

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Estiveram presentes na reunião os vereadores Wanderley Paulo, Prof.ª Silvana Perin, Gringo do Barreiro, o presidente da Câmara, Rodrigo Matterazzi e o vereador Darci Gonçalves. Representando a prefeitura, participaram o secretário de Governo, Hilton Polesello, e o secretário de Administração, Bruno Delgado. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Leocir Faccio, e um grupo de professores também acompanharam a discussão.

A expectativa agora é que o diálogo entre os Poderes avance para encontrar uma solução que atenda aos anseios dos professores sem descumprir as determinações dos órgãos de controle.

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