
De acordo com o supervisor do Núcleo de Tiro da Aesp, inspetor James Viana, antes da prática no estande de tiro, os alunos passaram por instrução de armamento, equipamento e munição, em sala de aula, momento em que foram apresentados os conceitos, classificações e características das principais armas de fogo e munições utilizados, atualmente, pela forças de segurança do Estado.
“Na disciplina de armas e munições, nós utilizamos todo o acervo que a Polícia Civil tem, o Departamento Técnico Operacional (DTO/PC-CE) disponibilizou os armamento, que são as calibre 12, carabinas escopetas, a Benelli, que é um novo armamento que a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) adquiriu, estamos utilizando a ORF15, que é o fuzil de 556. As disciplinas de Técnicas Operacionais e APH de Combate também foram fundamentais, porque quando os alunos chegaram ao estande de tiro, eles chegaram mais preparados, isso propiciou um melhor treinamento, massificou mais as bases, os fundamentos, principalmente do tiro”, pontuou James Viana.
O treinamento é ministrado por experientes instrutores da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core/PC-CE); do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio); da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer/SSPDS) e de outras especializadas da Polícia Civil e Polícia Militar. Além de instrutores da Secretaria da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e das policiais femininas “Atenas”.

Durante as instruções práticas da disciplina de tiro policial defensivo, que tem uma carga-horária de 54 horas/aula, cada aluno realiza 250 disparos de calibre .40 e participam de diversas oficinas.
“O objetivo é preparar os novos policiais civis para a realidade das delegacias, dos departamentos, para as circunstâncias que ele poderá encontrar no seu dia-a-dia, e utilizar essa ferramenta das pistolas, das armas de fogo, a seu favor”, ressaltou o inspetor.
Thais Galdino é aluna do grupo 05 do curso de formação de inspetores e revelou suas impressões e expectativas em relação ao treinamento promovido pela Academia: “A experiência do tiro está sendo bastante inovadora, pois a maioria dos alunos nunca pegou em uma arma e está sendo uma evolução gradativa. E a expectativa é trabalhar principalmente na área investigativa com os grupos vulneráveis, trabalhar essa questão da humanização, da sensibilidade que o policial civil precisa e ser também operacional, porque ser policial civil é isso: Trabalhar interna e externamente com todos os públicos e servir bem a população!”, declarou a futura policial.
O Curso de Formação e Treinamento Profissional para o cargo de Inspetor e Escrivão da Polícia Civil está em andamento desde março e conta com 728 horas/aula, sendo 602 na modalidade presencial e 126 EaD. Cerca de 500 candidatos aprovados no último certame participaram da capacitação.
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