
Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (20), a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) afirmou ter recebido denúncia sobre supostas irregularidades em processo licitatório do Banco do Nordeste.
A parlamentar disse que o caso envolve a contratação de serviços de tecnologia da informação (TI) por valores que, segundo ela, destoam das regras previstas no edital, levantando suspeitas sobre favorecimento. De acordo com Soraya, a licitação foi conduzida sob o critério de menor preço, mas a proposta vencedora, no valor de R$ 329 milhões, foi três vezes superior à de concorrentes.
— Uma das propostas estava em torno de R$ 14 milhões para o mesmo serviço. Havia empresas que prestam serviços para o Palácio do Planalto há 12 anos, para a Caixa Econômica Federal, para o Banco do Brasil, empresas que já estão constituídas há muito tempo, cujo preço foi cerca de R$ 95 milhões. Para R$ 329,9 milhões, a diferença é gritante — afirmou.
A senadora destacou ainda que a empresa vencedora foi constituída em junho de 2023, apenas três meses após a posse do atual presidente do banco, Paulo Câmara, ex-governador de Pernambuco. Soraya afirmou que vai apurar a origem das empresas envolvidas e cobrou esclarecimentos da direção do Banco do Nordeste sobre os critérios adotados.
— Essa coincidência temporal não pode ser ignorada e demanda explicações claras e transparentes. Eu consegui averiguar que há empresas que já prestam o mesmo tipo de serviço para o Palácio do Planalto há 12 anos; empresas que prestam esse serviço há 5 anos, há 6 anos, para a Caixa Econômica Federal, para o Banco do Brasil. E essa empresa, que tem apenas 2 anos? É no mínimo estranho — enfatizou.
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