
Como parte do programa de incentivo à alfabetização de jovens e adultos, mais de 3 mil pessoas receberam, nesta semana, o pagamento da bolsa permanência do programa Alfabetiza Piauí, da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Nesta etapa, 3.110 estudantes receberam a 2ª parcela da bolsa, no valor de R$ 200 cada. O investimento, de R$ 622 mil do Governo do Estado, garante a continuidade nos estudos e ajuda a combater um dos maiores desafios sociais do país: o analfabetismo.
Um dos beneficiados é o trabalhador rural Clécio de Sousa que constrói o caminho de volta à escola e busca, aos 59 anos, se reconciliar com o passado que não pôde seguir na adolescência. Aluno do Programa Alfabetiza Piauí, no Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Lucinete Santana, em Paulistana, ele faz planos para um futuro promissor. “Ler e escrever sempre foi um sonho para mim. Já consigo escrever minhas primeiras palavras e prometo não parar por aqui, quero me formar na escola e sentir mais orgulho de mim”, conta emocionado.

Cada aluno que faz parte do programa recebe R$ 800, divididos em quatro parcelas, vinculadas à matrícula, frequência mínima de 75% e participação nas avaliações. Além disso, o Alfabetiza Piauí oferece transporte e alimentação gratuitos, criando condições reais para que os participantes permaneçam em sala de aula.
As aulas são presenciais e tem duração de seis meses. A metodologia é focada na alfabetização inicial, com foco em língua portuguesa e noções básicas de matemática. As turmas são organizadas de forma flexível, respeitando o ritmo de cada estudante.
“Nosso objetivo é alfabetizar 100 mil piauienses até 2026. Essa bolsa é um incentivo concreto para que eles não desistam, mesmo com as dificuldades do dia a dia”, afirma o secretário da Educação, Washington Bandeira. “A educação devolve dignidade, abre portas e transforma vidas”, completa.

O Alfabetiza Piauí está presente em todo o Estado, com turmas distribuídas nos 12 territórios de desenvolvimento. Interessados em participar do programa podem procurar as Gerências Regionais de Educação (GREs) ou escolas que ofertam turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
“É fundamental que toda a sociedade se envolva na busca ativa por quem ainda não aprendeu a ler e escrever. Se você conhece um jovem, adulto ou idoso nessa situação, procure a Seduc e indique uma de nossas escolas. Só com acesso à educação, essa pessoa terá sua vida transformada”, destaca Washington Bandeira.

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