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Cenário vibrante da Vila do Forró ativa os sentidos e encanta visitantes na Orla da Atalaia

Com esculturas, luzes, sons e sabores, a cidade cenográfica convida público a uma experiência imersiva no maior São João à beira-mar do Brasil

12/06/2025 às 00h46
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Visitantes da Vila do Forró têm a oportunidade de ter uma experiência sensorial autêntica no maior arraiá à beira-mar do Brasil / Foto: Thalys Rodrigues
Visitantes da Vila do Forró têm a oportunidade de ter uma experiência sensorial autêntica no maior arraiá à beira-mar do Brasil / Foto: Thalys Rodrigues

A energia vibrante que emana da Vila do Forró, na Orla da Atalaia, em Aracaju, atrai e contagia sergipanos e turistas. No ar, o cheiro de pipoca quentinha, o som contagiante da sanfona e o colorido vibrante das casas cenográficas que lembram vilarejos do interior. Trata-se de uma vitrine das tradições sergipanas, que valoriza as raízes locais e convida o público a vivenciar de perto as expressões populares que fazem do São João um festejo único. 

E disso o vendedor de amendoim Renner Santos entende bem. A tática do ambulante chama a atenção pela técnica simples que ele utiliza para atrair os clientes. Renner oferece uma pequena porção para os potenciais clientes provarem e aposta no sabor como principal argumento de venda. Segundo ele, é o cheiro que convida, mas é o gosto que conquista. “O segredo é o sorriso no rosto e a confiança no produto. Quando vejo um turista, ofereço um pouquinho pra provar, e não tem erro, o cliente já pergunta o preço e leva. É assim que a gente vai conquistando cliente por cliente, no jeitinho e no sabor”, explicou ele.

Logo na entrada, o olhar é fisgado por duas esculturas gigantes de barro,  que parecem guardar a entrada da Vila como sentinelas culturais. Assinadas pelo mestre artesão Beto Pezão, elas representam mais que formas: são símbolos da identidade e da resistência nordestina. Atrás delas, o Coreto se destaca. É dele que ecoam os sons que embalam a noite: sanfona, triângulo, zabumba – ritmos que atravessam gerações e guiam os passos de quem se arrisca na dança.

Gestora de uma escola particular voltada para adultos com deficiência, Jucelia Brasil reforçou que a participação ativa dos alunos nos eventos é resultado de uma iniciativa que partiu deles próprios. Para ela, ações como a Vila são fundamentais para estimular os sentidos, promover o pertencimento e garantir um espaço livre de preconceitos. “Essa festa não é só um momento de lazer, é um mergulho em estímulos que despertam memórias e afeto. É impossível não se emocionar com o som do forró, o barulho das risadas, o batuque das mãos acompanhando o ritmo. Tudo aqui foi pensado para que cada um possa viver a festa com plenitude, no seu tempo, do seu jeito. É inclusão de verdade, com respeito, alegria e espaço para sentir”, contou ela.

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Encantamento geral

Natural de Pernambuco, a aposentada Maria de Souza, que se diz sergipana de coração, não resistiu à beleza e delicadeza da casa de barro, seu espaço favorito na Vila. Encantada com os objetos antigos e o clima nostálgico do ambiente, afirmou que bastou entrar no espaço para ser tomada pela emoção. “Quando vi a casa de barro, meus olhos encheram d’água. Tudo ali me lembrou da minha infância, da casa dos meus avós. O cheiro de barro misturado com madeira, os objetos antigos, o rádio de pilha, a panela de barro no canto… Tudo simples, mas cheio de história. Só de ver aquelas coisas, o coração apertou. É como voltar no tempo, como se eu tivesse voltado pra casa por um instante. Esse espaço me tocou de um jeito que não sei nem explicar”, revelou.

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Do Rio de Janeiro, o casal de aposentados Eleonor e Carlos Gomes não abrem mão de viver o São João no ‘país do forró’. Há 20 anos, todo mês de junho, eles viajam a Sergipe em busca da autenticidade das festas juninas. Para ela, é o som da sanfona que dá início à magia: quando a música começa, segundo Eleonor, tudo ao redor desaparece, só restando ela, o parceiro e a pista.

“É só ouvir a sanfona que meu coração já se alegra. Naquele momento, não tem cansaço, não tem idade, não tem mais nada, só a música, meu companheiro e o chão pra dançar. O cheiro da pipoca, o colorido das bandeirinhas, o calor das pessoas… Tudo aqui é verdadeiro, acolhedor. A gente volta todo ano porque é impossível ficar longe dessa energia. Aqui é São João de verdade, com alma, com emoção”, contou ela.

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Vendedor de amendoim Renner Santos / Foto: Thalys Rodrigues
Vendedor de amendoim Renner Santos / Foto: Thalys Rodrigues
Aposentada Maria de Souza (primeira à direita) com a família / Foto: Thalys Rodrigues
Aposentada Maria de Souza (primeira à direita) com a família / Foto: Thalys Rodrigues
Gestora escolar Jucelia Brasil / Foto: Thalys Rodrigues
Gestora escolar Jucelia Brasil / Foto: Thalys Rodrigues
Casal do Rio de Janeiro Eleonor e Carlos Gomes / Foto: Thalys Rodrigues
Casal do Rio de Janeiro Eleonor e Carlos Gomes / Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
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Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
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Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
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Foto: Thalys Rodrigues
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Foto: Thalys Rodrigues
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Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
Foto: Thalys Rodrigues
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