
Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (27), o senador Magno Malta (PL-ES) criticou a convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro para depor sobre as ações do filho Eduardo nos Estados Unidos. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) interrogue o ex-presidente e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no prazo de até dez dias.
Para Magno Malta, o intuito do Supremo é enfraquecer lideranças conservadoras por meio de decisões judiciais. O parlamentar afirmou que haverá "reação em massa" caso Bolsonaro seja preso.
— Vou dar um aviso para os senhores e me dirijo diretamente aos senhores, ao consórcio de capa preta: ponham a mão em Bolsonaro, prendam o Bolsonaro! Façam isso e vocês vão ver um país congelado, parado, sem ter espaço para uma viva alma no meio da rua, nas estradas, em qualquer lugar.
O senador também criticou a atuação do STF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) diante das denúncias de um esquema de descontos não autorizados nos salários de aposentados e pensionistas pagos pelo INSS. O parlamentar afirmou que os responsáveis pelos desvios não estão sendo responsabilizados.
— Eles estão esperando o Alexandre de Moraes dar 48 horas para o [Carlos] Lupi se explicar. Os aposentados estão esperando que o PGR, o Sr. [Paulo] Gonet, se manifeste. Mas, muito pelo contrário, eles não estão preocupados com os aposentados. Os aposentados estão perguntando quando será a CPMI. Parece que a empatia não convive com o cidadão, com o povo tão sofrido — disse.
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