
Neste mês, as atenções do Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) se voltam para uma campanha de extrema importância: o Maio Cinza, que busca conscientizar sobre sinais e tratamentos do câncer cerebral. Embora sejam menos comuns que outros tipos de câncer, os tumores cerebrais representam um grande desafio para pacientes e familiares, especialmente devido à complexidade do diagnóstico e ao impacto que podem causar em funções neurológicas vitais.
A médica oncologista Luciana Carvalho explica que os tumores cerebrais podem ser de diferentes tipos e origens. Eles podem surgir diretamente no cérebro (primários) ou serem resultado de metástases de outros tumores, como os de pulmão, mama ou pele (secundários). A profissional esclarece que os sintomas variam, conforme o local e o tamanho da lesão. “Os mais comuns são dores de cabeça persistentes, vômitos, crises convulsivas e alterações motoras ou cognitivas. Tudo depende da área afetada do cérebro e da velocidade de crescimento do tumor”, detalha.
Prevenção e diagnóstico precoce
Os tumores primários de cérebro, a exemplo de gliomas, astrocitimas e glioblastomas, são esporádicos e não têm uma causa conhecida para preveni-los. No entanto, há formas de prevenir os tumores de origem secundária com a adoção de hábitos saudáveis e exames periódicos. Entre as recomendações estão o uso de protetor solar (no caso de melanoma), o combate ao tabagismo, o controle do peso, a prática de atividades físicas e a realização de exames de rastreio como a mamografia e a tomografia (para fumantes crônicos).
Tecnologia e tratamento
O avanço da tecnologia tem sido um aliado vital no diagnóstico mais preciso dos tumores. Exames de ressonância magnética de alta resolução, que hoje incorporam técnicas, como perfusão (que gera imagens de alta precisão para avaliar o fluxo sanguíneo no cérebro) e espectroscopia (exame de imagem que analisa a composição química de tecidos e órgãos), auxiliam na diferenciação de tipos de lesões e na definição de estratégias. “A ressonância é fundamental não só no diagnóstico, mas também no planejamento cirúrgico, radioterápico e no acompanhamento da evolução da doença”, esclarece Luciana.
De acordo com a oncologista, a imunoterapia revolucionou o tratamento oncológico. No entanto, os tumores do cérebro têm algumas particularidades em relação aos tratamentos sistêmicos, como imunoterapia e quimioterapia, porque o cérebro é envolto pela barreira hematoencefaloca, que o protege de infecções, mas também dificulta a penetração de algumas medicações no cérebro. “Por isso, a imunoterapia ainda é usada apenas em casos selecionados como parte do tratamento de tumores metastáticos para o cérebro”, conta.
Mesmo com os avanços tecnológicos, a médica oncologista relata que o tratamento de tumores cerebrais impõe desafios significativos, sobretudo no esforço de preservar a integridade neurológica dos pacientes. Alguns tumores, como o glioblastoma, um dos mais agressivos e de difícil controle, crescem de forma infiltrativa (que se espalha para além do local onde se originou), dificultando sua remoção completa. “O maior desafio é remover ou tratar a lesão sem deixar sequelas importantes. Muitas vezes, o tumor se encontra próximo a áreas críticas como a da fala ou da motricidade”, ressalta.

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