
A Escola de Gestão Penitenciária (Egesp), vinculada à Secretaria de Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc), está promovendo um curso de formação de instrutores de armamento e tiro (IAT) para oito policiais penais do Distrito Federal. Com carga horária de 120 horas, a capacitação é oferecida através de uma parceria entre a Egesp e a Academia da Polícia Penal do Distrito Federal.
De acordo com o diretor da Egesp, Sydney Marinho, a oferta do curso surgiu a partir da articulação entre escolas e academias de Gestão Penitenciária de todo o país, que mantêm uma rede de cooperação voltada à troca de experiências e conhecimentos. “Identificamos a demanda do Distrito Federal e, com base nessa parceria, estruturamos a capacitação aqui em Sergipe. Ao concluírem o curso, esses policiais estarão aptos a formar novos instrutores, atuando como multiplicadores do conhecimento dentro do sistema prisional”, destaca.
Desde domingo, 4, os policiais penais da capital federal participam de diversas atividades ministradas por três instrutores da Polícia Penal sergipana sobre conteúdos específicos, a exemplo de legislação penal, regras de segurança, primeiros socorros, manejo de armas e técnicas de tiro, além de técnicas e psicológica do ensino. O treinamento segue até sábado, 10.
Segundo um dos instrutores do curso, o policial penal de Sergipe Shelton Marques, além das aulas teóricas, os alunos também terão os seus conhecimentos colocados em prática. “Aqui, no estande de tiro, trarão o conhecimento adquirido nas aulas teóricas para a prática. Além de observar como os instrutores se posicionam e também terão a oportunidade de, cada um deles, comandar a linha de tiro, colocando em prática o objetivo do curso, que é formá-los como instrutores de tiro e armamento”, comenta.
Uma das alunas do curso, a policial penal do Distrito Federal Ana Carolina, ressaltou a relevância do curso para ampliar a participação feminina em funções estratégicas dentro da corporação. Segundo ela, essa formação marca um passo importante, pois vai possibilitar que o DF tenha, pela primeira vez, mulheres atuando como instrutoras de armamento e tiro. “É essencial termos mais mulheres nesses espaços. Uma instrutora consegue entender melhor os desafios e anseios de outra mulher, especialmente em ambientes operacionais. Isso contribui para uma formação mais empática, técnica e eficiente”, destaca.
O policial penal do DF e aluno Edson Sena destacou a importância da parceria entre as escolas e academias de Gestão Penitenciária para a qualificação contínua dos profissionais do sistema prisional em todo o país. “Esse intercâmbio de conhecimentos é fundamental para o fortalecimento da Polícia Penal no Brasil. Agradecemos à Escola de Gestão Penitenciária de Sergipe por abrir as portas e proporcionar essa formação, que nos permitirá atuar como instrutores e multiplicadores dentro do nosso estado”, afirma.




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